Editorial.

A exploração que ocupa novo lugar

Publicado em 17/05/2018 às 21:08.Atualizado em 03/11/2021 às 02:54.
 
 
 
A exploração sexual de crianças e adolescentes desafia, há décadas, os órgãos de segurança pública no Brasil e no mundo. É uma patologia que impacta brutalmente a vida das vítimas e é também um crime que envergonha a sociedade, mas que, infelizmente, parece estar cada vez mais capilarizado, como uma erva daninha difícil de ser combatida. 
 
Por aqui, têm crescido as prisões de adultos acusados de aliciar meninas e meninas de Norte a Sul do Brasil. O fato de quadrilhas especializadas em distribuir pornografia infantil serem flagradas é um alento, sem dúvida. Mostra que há ações em curso para estancar esse mal. Mas, como já ressaltado, erva daninha se espalha rápido, sobretudo em regiões mais carentes do país, onde os criminosos se aproveitam de fragilidades socioeconômicas das vítimas para convencê-las a receber dinheiro, brinquedos ou mesmo um prato de comida em troca de sexo. 
 
A internet ajudou a expandir ainda mais o crime. Criou facilidades para que os criminosos se aproximem das vítimas. Jogou a pedofilia na nuvem de dados. Uma coisa não mudou. Tais crimes continuam sendo praticados por pessoas acima de qualquer suspeita. 
 
Projeto de lei sancionado em 2009 tornou mais dura a punição e abrangência de crimes relacionados à pedofilia na web. A medida aumentou a pena máxima de 6 para 8 anos e criminaliza a posse e a divulgação para venda de material pornográfico. No entanto, a perversão dos criminosos não teme lei, como mostra a Operação Luz da Infância, realizada ontem em todo o Brasil. 
 
A megaoperação prendeu 130 suspeitos, 20 deles em Minas. Entre os presos, pessoas com curso superior, servidores públicos, muitos deles pais de família escondidos atrás da tela de um computador.
O resultado da operação serve como alerta para que as famílias fiquem cada vez mais atentas ao uso da internet por crianças e adolescentes. Acompanhar as crianças, não deixando-as em contato com desconhecidos, pode evitar um dano físico, moral e emocional. 
 
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