Elas são micro ou, no máximo, pequenas. Mas exercem um papel de gente grande para o desenvolvimento da economia regional e nacional. As empresas de pequeno porte ocupam um lugar gigantesco quando o assunto é a geração de emprego e renda.
Elas são responsáveis por 99% das empresas formais no país e concentram o maior número de funcionários. Atualmente, respondem por cerca de 80% das vagas no mercado de trabalho brasileiro. Enquanto isso, as médias e grandes empresas ficam com o restante da fatia, em torno de 20%.
São milhares de famílias que dependem da força das “formiguinhas” para sobreviver. Além de protagonistas da distribuição de renda, promovem grandes inovações tecnológicas e conseguem atender necessidades específicas do mercado.
As Micro e Pequenas Empresas (MPE) também são fundamentais para o funcionamento do motor da economia mineira. Elas somam 99% dos estabelecimentos em Minas e quase 59% do mercado de trabalho no estado, bem como 50% da massa salarial.
Considerando somente outubro deste ano, de acordo com levantamento feito pelo Sebrae, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), as MPEs mineiras geraram 87.354 contratações e 82.725 demissões, resultando em um saldo de 4.629 vagas.
Os destaques no mês ficaram com os setores de comércio (2.939) e serviços (1.926) que obtiveram os melhores saldos. O resultado só não foi melhor devido às demissões no setor agropecuário, com corte de 3.523 vagas.
Belo Horizonte, Contagem e Uberlândia foram as cidades que tiveram os melhores saldos de empregos no estado.
São números muito significativos, mas que poderiam ser melhores ainda se algumas medidas políticas e econômicas fossem adotadas. A diminuição da burocracia e da carga tributária, por exemplo, poderia amenizar as dificuldades de tocar um negócio no país.
Afinal, não é nada fácil se manter vivo em um mercado tão competitivo e com uma economia tão instável quanto a do Brasil.