Entre avanços indiscutíveis obtidos a partir da Constituição de 1988, que completa agora 30 anos, a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) talvez tenha sido o que trouxe maior impacto positivo à vida dos brasileiros, mesmo com muitos e conhecidos problemas.
Com o SUS, inaugurou-se no país uma nova ordem no âmbito da saúde pública, baseada nos princípios da universalidade e da igualdade e com uma organização descentralizada, calcada no atendimento integral e gratuito e na participação da comunidade nas ações do setor.
Da edição de hoje até sábado, o Hoje em Dia traz uma série de reportagens especiais sobre o aniversário do SUS, destacando aspectos que têm funcionado, apesar de seguidas crises econômicas e da crônica falta de recursos que prejudica tão seriamente o sistema.
A primeira matéria retrata a Estratégia de Saúde da Família, lançada em 1994 e que redundou no Programa de Saúde da Família (PSF). O foco da iniciativa é na promoção à atenção básica à saúde.
Euipes compostas por, no mínimo, um médico generalista, especialista em saúde da família, um enfermeiro, um auxiliar técnico e um agente comunitário de saúde (ACS) visitam periodicamente famílias nas regiões de cada Unidade Básica de Saúde (UBS), em todo o país.
Nas consultas a domicílio, os grupos levam carinho, informação e alguns recursos básicos, garantindo, assim, qualidade de vida a milhares de pacientes, evitando o agravamento de suas doenças e a necessidade de internações.
É muito bom saber que, em Minas, nos últimos dez anos, houve um aumento de quase 50% na quantidade dessas equipes em atividade, somando, hoje, em torno de 5.500.
Melhor ainda, contudo, é ver, por meio de exemplos, como os mostrados na reportagem, toda a empatia e a proximidade entre os profissionais e os cidadãos atendidos.
Programas assim são fundamentais ao desenvolvimento socioeconômico de uma nação, sobretudo a nossa, em que ainda há graves problemas originados da má distribuição de renda. Exatamente por isso, é de extrema importância que os governos que começam em 2019, no Estado e no país, não interrompam tais iniciativas. Pelo contrário, o ideal é que o PSF e o próprio SUS sejam continuamente aprimorados e ampliados.