Os principais órgãos de monitoramento climático no Brasil alertam para o risco de um volume de chuvas sobre Belo Horizonte, na sexta-feira, até duas vezes maior que o registrado no domingo – no que já foi denominado de ‘chuva de mil anos’, justamente por conta da raridade do fenômeno.
Uma situação que traz preocupação justificada, especialmente considerando o saldo de destruição e prejuízo que ainda se contabiliza, não só na capital como em boa parte da Região Metropolitana. E que faz com que as autoridades, dentro do possível, não só monitorem o avanço das previsões, como se coloquem em alerta para agir de modo a amenizar os efeitos.
Por mais que se saiba que ainda há muito a fazer, especialmente nas áreas críticas, em termos de obras de escoamento e contenção – e intervenções têm ocorrido, é bom que se diga –, trata-se de algo totalmente fora do panorama para os próximos dias.
O que aumenta, e muito, a importância da prevenção e da autoproteção por parte do cidadão. A começar por algo bastante comum em países como os Estados Unidos (onde é verdadeira obsessão), mas nem sempre acompanhado com o devido cuidado no Brasil: a evolução da previsão do tempo, com os momentos em que o volume de precipitações tende a ser maior e, com isso, a desencorajar deslocamentos e aumentar os riscos.
É possível, por exemplo, se cadastrar para receber, por SMS, alertas da Defesa Civil (através de mensagem de texto para 40199, com o CEP da residência).
Também nas redes sociais as atualizações são constantes, indicando as áreas sob maior perigo.
Guardar veículos em locais protegidos, garantir que ralos e bueiros permitam o escoamento da água; manter-se distante de árvores; colocar eletrodomésticos e eletrônicos em locais mais altos em caso de enchente; evitar avenidas e regiões que tradicionalmente registram volume elevado de água (antes mesmo de eventuais alertas ou interdições) são algumas das medidas a se tomar para evitar consequências desastrosas.
Felizmente, por enquanto não houve prejuízo de vidas humanas, o que se espera seja mantido mesmo se o previsto temporal se confirmar. Que se possa fazer o melhor com o que se tem, para que não aconteça o pior.