Editorial.

Avanços na busca por desaparecidos

Publicado em 22/11/2018 às 00:02.Atualizado em 28/10/2021 às 01:56.


Mudam os endereços, mas o drama se repete: famílias e amigos angustiados, incertezas quanto ao destino de entes queridos, que somem do radar, temores de que as piores explicações venham a se confirmar. Em Minas, segundo registros oficiais, só em outubro houve nada menos que um desaparecimento por hora. 

Foram, ao todo, como mostra esta edição, mais de 7.200 homens e mulheres no Estado, entre crianças, jovens, adultos e idosos, que tomaram rumo ignorado e não estabeleceram mais contatos com as pessoas de seu círculo próximo. 

De acordo com a Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida da Polícia Civil, na capital, motivos comuns para as ocorrências incluem conflitos familiares, doenças psiquiátricas ou senilidade, dívidas e simples manifestações de rebeldia, no caso de adolescentes – que, aliás, representam boa parte dos desaparecidos.

Nunca pode ser descartada, contudo, a possibilidade de crimes. E é por isso que deve haver, o mais rápido possível, comunicação do fato às autoridades. Também é fundamental que as famílias não omitam ou mesmo escondam qualquer detalhe, o que pode ser determinante para a solução dos casos.

A polícia esclarece que não é preciso aguardar 24 horas ou outro prazo, como mostrado em alguns filmes. A percepção de quebra inexplicável na rotina de alguém que não seja encontrado já seria suficiente para levar o caso ao conhecimento das autoridades.

Outra dica importante é tentar não ceder à tentação de usar as redes sociais com os próprios contatos, como tem sido comum, para mobilizar públicos mais amplos na tentativa de localizar alguém. Por mais que campanhas assim possam surtir efeito positivo, há sempre o risco de que se atraia pessoas mal-intencionadas, aproveitando-se da situação de vulnerabilidade dos envolvidos. 


Por isso mesmo, a Polícia Civil acaba de lançar um site (www.desaparecidos.mg.gov.br) específico para otimizar buscas e concentrar informações sobre todas as pessoas dadas como desaparecidas em Minas. A referência para que se comunique pistas sobre os casos, portanto, deve ser apenas a corporação. Afinal, não custa confiar no trabalho da polícia. E pode ter um alto custo não fazê-lo. 
 

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