Editorial.

BH precisa livrar-se da dor em épocas de chuva

Publicado em 17/11/2018 às 07:00.Atualizado em 28/10/2021 às 01:52.

Na maior chuva deste ano em BH, na noite do último feriado, uma tragédia, embora anunciada, voltou a chocar a população da capital. 

Como em diversas outras ocasiões, a região da avenida Vilarinho, Norte da cidade, foi palco de grande e rápida inundação durante a tempestade, o que provocou pelo menos três fatalidades. 

Uma mulher e a filha de 6 anos morreram afogadas – e abraçadas, segundo os bombeiros – depois que o carro em que estavam foi arrastado até a linha férrea do metrô, na parte inferior do Shopping Estação, e ficou prensado entre outros veículos. 
Perto dali, uma adolescente de 16 anos caiu em um bueiro ao sair do veículo em que estava com o namorado, e que começava a ser encoberto pela água. 

A estudante foi arrastada pela enxurrada por quatro quilômetros e o corpo só foi encontrado no fim da manhã de ontem, em uma galeria próxima à rua Gaivotas, no Vila Clóris. 

Havia, até a tarde de ontem, suspeitas de que outras duas mortes estivessem relacionadas à chuvarada, que superou 100 milímetros na área. 

Passada a tempestade, nada de bonança. 

As discussões, ontem, se concentraram em medidas que podem e devem ser tomadas na capital para impedir que catástrofes como a do dia anterior voltem a ocorrer – e não apenas na Vilarinho, mas em outras áreas consideradas críticas para inundações na cidade.

Como mostra esta edição, o prefeito Alexandre Kalil assumiu a responsabilidade pela tarefa de evitar perdas materiais, mas, sobretudo, de vidas em decorrência das chuvas.

Ele disse que não medirá esforços ou recursos para obter êxito e informou que licitações serão abertas, ainda este ano, para iniciar projetos que eliminem os riscos. 

O que se espera é que tal determinação não seja em vão. É fundamental que, o mais rápido possível, a chuva deixe de ser sinônimo de pânico e dor em Belo Horizonte. 

Outros pontos da cidade também precisam de intervenções e o primeiro passo, em boa parte dos casos, como no Vilarinho, é fazer estudos sobre as melhores soluções para por fim ao desespero. Com isso, será possível captar recursos e, efetivamente, tocar as obras pelas quais a cidade clama. 

 

 

 

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