Editorial.

Bom senso é fundamental em tempos de pandemia

Publicado em 12/03/2020 às 20:31.Atualizado em 27/10/2021 às 02:56.

A explosão de casos de Covid-19, provocada por uma nova espécie de Coronavírus, traz ao mundo uma situação inédita. O advento da globalização derrubou fronteiras, encurtou distâncias e, pela primeira vez no novo século, põe o planeta diante de um problema global, com efeitos imediatos e também futuros na economia e na rotina dos cidadãos. Criam-se limites e restrições à livre circulação e pessoas oriundas de regiões com alta concentração de casos se tornam obrigadas (ou recomendadas) a adotar uma quarentena, não inferior a 14 dias.

Por mais que haja um impacto inquestionável na atividade de empresas dos mais variados segmentos – tanto mais nos casos de multinacionais que promovem deslocamentos constantes de seus colaboradores – sempre é importante ressaltar que, como destaca matéria nesta edição, a saúde deve vir sempre em primeiro lugar.

Nos casos em que é possível, adotar o trabalho à distância (home office) trata-se de medida sensata e ponderada para minimizar riscos. Além disso, mais do que nunca se mostra fundamental oferecer condições que favoreçam a proteção de todos, a começar por campanhas de esclarecimento e conscientização.

A CLT e a recentemente sancionada Lei 13.979 oferecem suporte ao trabalhador em situações como a vivida neste período. Tanto mais do que a letra fria da lei, no entanto, deve prevalecer o bom senso, sem exageros ou histeria. Como em várias outras áreas, muito do que regerá esse momento anômalo (e outros possíveis adiante) surgirá de seu próprio desenrolar.

O mesmo acontece no que diz respeito às viagens marcadas para o período e suspensas por motivos óbvios. Ainda que existam regras comerciais definidas por órgãos internacionais e nacionais, é necessário lembrar que cancelamentos e/ou adiamentos ocorrem por motivos estranhos à vontade dos passageiros. Os próprios países europeus especialmente afetados têm procurado desencorajar deslocamentos de estrangeiros de forma a limitar o contágio.

A prioridade no momento é reduzir, ao máximo, os efeitos do que é uma emergência global de saúde pública. Mas não se deve deixar de lado todas as demais implicações, de modo a respeitar direitos e obrigações, igualmente relevantes e necessários.
 

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