A Polícia Civil de Minas Gerais realizou ontem mais uma grande operação de enfrentamento aos crimes de pedofilia no Estado, denominada “Infância Reavida”.
Agentes cumpriram, durante toda a manhã, uma série de mandados de busca e apreensão em três cidades da Grande BH – a própria capital, Nova Lima e Betim – e ainda em Ipatinga e Barbacena.
Conforme o balanço final, foram detidas dez pessoas. Entre elas, havia dois policiais militares (um da ativa e outro da reserva), suspeitos de fazer a difusão de material pornográfico envolvendo menores.
Também foi preso um médico de 36 anos, suspeito de filmar pacientes menores de idade em exames de ultrassom e até de praticar atos sexuais com crianças e adolescentes, registrando tais momentos em vídeos caseiros.
Ao todo, foram apreendidos 33 mil arquivos de computador com imagens e filmes semelhantes, segundo os policiais.
Como tem sido praxe em tais operações, as investigações se deram por meio de rastreamentos na rede mundial de computadores e do monitoramento de redes sociais, método com o qual torna-se possível identificar fontes de disseminação e receptores das mensagens.
Além de combater diretamente quem difunde material desse tipo e comete abusos diretos contra as vítimas, o que dá um caráter repressivo à ação policial, a iniciativa também se configura como importante estratégia preventiva.
Afinal, as forças de segurança não podem aguardar passivamente que eventuais atos físicos sejam consumados e denunciados para que se busque e prenda os agressores.
Resultados de ações como a de ontem também acabam servindo de alerta para que malfeitores interrompam suas atividades, sob pena de serem identificados e obrigados a responder criminalmente por isso.
Em Minas, de janeiro a setembro, foram registrados, por dia, nada menos que nove casos de pedofilia.
Para reduzir esse número, nada melhor que agir com o devido rigor: trata-se de crime gravíssimo e, mesmo que se alegue, em alguns casos, a pré-existência de enfermidades mentais em quem o pratica, o Estado não pode deixar, jamais, de reprimir e prender os infratores, sujeitos a penas que podem chegar a 15 anos.