Editorial.

Consumidor com menor poder de fogo no Natal

Publicado em 27/11/2018 às 22:54.Atualizado em 28/10/2021 às 02:25.


A onda da Black Friday nem acabou, com promoções de todos os tipos ainda em curso, e o assunto que passa a dominar o comércio, agora, é o Natal, a data de maior movimento no ano para os empresários do setor.

Pesquisa divulgada ontem pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) mostra que há relativo motivo para otimismo, na capital. Mesmo ainda sob o impacto da crise econômica, que atinge o país desde 2015, a maior parte dos consumidores garante que irá presentear familiares e amigos.

De acordo com o levantamento, que ouviu 300 belo-horizontinos de 24 de outubro a 20 de novembro, 74,4% deles dizem que pretendem gastar algum dinheiro com lembranças ou itens mais robustos. 

A maior parte do grupo (70%) afirma que vai comprar até quatro produtos, ante uma média de apenas três, no ano passado – o que é positivo para os lojistas. 

O tíquete médio, ou o valor a ser desembolsado em cada produto, contudo, caiu 18% em relação a 2017: R$ 87,80, sendo que há um ano foi de R$ 107,82. 

Mas isso não impede previsão de elevação de 3% no faturamento no setor, no Natal que se aproxima.

Tristes, porém, são os motivos que levam mais de 25% dos entrevistados a dizer, simplesmente, que não darão presentes neste ano. A principal justificativa, segundo a pesquisa, é o corte nos gastos pessoais (34,9%), seguida da falta de dinheiro (25%), do desemprego (19,1%), de endividamentos pré-existentes (12,8%) e do fato de o consumidor não comemorar o Natal (8,2%).

Para evitar que se tenha um ou mais desses motivos para não ser o Papai Noel de alguém, no ano que vem, não custa repetir algumas dicas ao consumidor. Antes de ir às compras, por exemplo, é bom fazer um planejamento financeiro, familiar e pessoal, baseando-se nas tradicionais despesas do início de 2019. 

Cartões de crédito e cheque especial também devem ser usados com parcimônia, diante de taxas de juros muitas vezes abusivas cobradas por bancos e operadoras. Evitar compras a prazo, se possível, e estabelecer prioridades para o uso do 13º salário, como a quitação de compromissos pendentes, são, igualmente, boas orientações. 
 

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