A falta de atenção e a imprudência seguem como principais causas das multas aplicadas a motoristas em Belo Horizonte. E uma das situações que tem se notabilizado no registro de infrações é a das conversões proibidas.
A manobra irregular, que traz alto risco, sobretudo para pedestres, foi flagrada e punida 9.809 vezes na capital, entre janeiro e setembro deste ano, com aumento de 43% em relação ao mesmo período de 2017.
A curiosidade é que um dos palcos principais das ocorrências é o cruzamento entre as avenidas Afonso Pena e Amazonas.
Desde 2015, virar à direita na Amazonas para motoristas que seguem pela Afonso Pena não é permitido, mas os motoristas insistem em desrespeitar a regra, sendo que o maior volume de irregularidades é verificado no sentido Mangabeiras.
Para se ter ideia da dimensão da desobediência, a Guarda Municipal estima que, do total de multas por conversões irregulares na cidade, nada menos que 90% tenham ocorrido naquele local.
Também o cruzamento das avenidas Francisco Sales e Alfredo Balena, na Praça Hugo Werneck, na área hospitalar da cidade, é cenário constante de conversões irregulares à direita.
Em 30 minutos de observação, em um dia de semana comum, a reportagem flagrou, em apenas 30 minutos, nada menos que 16 veículos realizando a manobra.
É fato que alguns condutores se queixam de problemas na sinalização, o que faria com que pessoas que desconhecem os cruzamentos e turistas se confundissem e fizessem as curvas proibidas, afastando qualquer suspeita de imprudência. O que se constata nos dois trechos citados, contudo, é a existência de placas bem visíveis.
Há consenso apenas quanto a um fato: quem mais pode se prejudicar nesses casos são, obviamente, os transeuntes, lado mais frágil no jogo do trânsito, surpreendidos por terem a perigosa confiança de que os veículos não podem cruzar determinada faixa de travessia quando o semáforo fecha.
Para especialistas, vale ressaltar, a única forma de evitar que tais infrações persistam é mesmo reforçar a fiscalização, utilizando não apenas agentes de trânsito nas interseções, mas também as câmeras de monitoramento para punir os infratores.
Afinal, as referidas faltas são graves, o motorista perde cinco pontos na carteira e precisa pagar R$ 195,30.</CW> E não há nada como o peso no bolso para evitar a repetição de erros com potenciais resultados tão sérios.