Editorial.

Criatividade é palavra de ordem na economia

Publicado em 04/09/2018 às 22:44.Atualizado em 10/11/2021 às 02:17.
A duras penas, a economia brasileira vai dando sinais de recuperação. Tímida, mas real, como aponta o PIB trimestral divulgado esta semana. 
 
O indicador registrou aumento mínimo, mas significativo, dada a conjuntura, de 0,2% em relação ao período anterior. Foi o sexto positivo, depois de oito oscilações para baixo. 
 
Mesmo assim, os níveis de emprego ainda estão bem aquém do ideal, o crédito continua difícil e o faturamento, em baixa, principalmente para micro e pequenos empresários.
 
E aí entra em cena a criatividade, como mostra reportagem desta edição. Cientes das dificuldades do cenário macroeconômico, prestadores de serviço e comerciantes da capital têm buscado soluções inovadoras para aquecer os negócios, a despeito dos efeitos ainda presentes da recessão.
 
Dividir o imóvel com um parceiro de ramo que possa ser complementar, com ganhos para as partes, criar novos produtos e serviços, compreendendo as necessidades dos clientes e as circunstâncias do mercado, e aproveitar a mobilidade como diferencial, atendendo ao consumidor onde ele estiver, são alguns exemplos dessa diversificação. Algo que tem aberto a janela para muita gente que se sentia sufocada.
 
Há casos bastante emblemáticos, como o de uma lojista de roupas femininas que cedeu parte de seu espaço comercial a um salão de beleza. 
 
Com isso, ela aliou dois possíveis interesses da clientela: comprar um vestido e fazer uma hidratação, um corte ou as unhas, por exemplo, em uma única visita ao local.
 
Também há a experiência da dona de um comércio de artigos femininos, que inaugurou, no quintal da casa onde a empresa funciona, uma espécie de salão festas, com muita música e gastronomia. Assim, aumentou o faturamento, atraindo novos fregueses. 
 
O fato é que iniciativas bem-sucedidas não faltam e comprovam que a chamada economia criativa, aquele conjunto de atividades nas quais criatividade e capital intelectual são os verdadeiros fundamentos para produzir e distribuir bens de consumo, veio para ficar. 
 
Afinal, entrar no mercado é fácil; permanecer nele e prosperar, contudo, sobretudo em tempos de aperto financeiro, exige muito mais que determinação. 
 
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