Ainda existe muito a ser descoberto e compreendido sobre o novo coronavírus. O que já se sabe pela ciência, no entanto, fornece subsídios suficientes para justificar as medidas de proteção sugeridas pela Organização Mundial de Saúde, e eventualmente aprimoradas pelos governos. A indicação de uso da máscara é consenso em relação ao papel na ajuda à contenção do contágio pela Covid-19 e, por isso, em vários locais (Belo Horizonte entre eles) se tornou obrigação passível de multa em casos de desrespeito.
Há algum tempo se levanta o alerta sobre o comportamento das pessoas que insistem em ignorar a gravidade da situação, agindo de forma a favorecer a disseminação do vírus num comportamento que pode ser qualificado como irresponsável. É importante citar também que, mesmo entre quem procura se proteger da forma mais correta e, na grande maioria do tempo, seguir as recomendações ou determinações, há situações que acabam por comprometer o esforço de contenção da pandemia na capital.
A referência é aos casos mostrados nesta edição de pessoas que se valem dos aparelhos públicos instalados em praças e espaços de lazer da capital para atividade física. Por se tratar de equipamentos que não contam com manutenção diária, tampouco higienização adequada, tornam-se vetores preocupantes para a transmissão da Covid. Não faltam estudos científicos que confirmam a permanência do vírus em superfícies por um prazo médio de três dias - em alguns casos, até mais. E fica cada vez mais claro como pequenos descuidos podem ser suficientes para a infecção.
É verdade que os quase quatro meses sob o regime de quarentena e isolamento social podem minar paciência e resistência; que há atividades que, diante do contexto, se tornam importantes até mesmo para a manutenção da saúde mental, bastante testada nestes tempos difíceis. Não se pode, no entanto, baixar a guarda em nenhum momento. A busca por uma atividade física, ou mesmo por um passeio com o pet deve sempre visar locais e horários de presença mínima de pessoas. E todo o tipo de precaução, por mínima que seja a possibilidade de pegar a doença num determinado contexto. Mais do que nunca, a cautela é justificada e necessária.