Com a crise que se arrasta desde 2015, os altos índices de desemprego e o cenário de grandes incertezas no país, sobretudo em razão da proximidade das eleições, é natural que o setor de franquias cresça. Nos últimos dois anos, porém, tem sido registrada uma curiosidade, no Brasil e em Minas.
Embora haja elevação constante no número de pessoas que, ao buscar o empreendedorismo como alternativa à falta de renda, adquire modelos de negócios já prontos e testados, também tem aumentado significativamente a quantidade de micro e pequenos empresários que vão ao mercado atrás de potenciais franqueados para seus negócios.
Um dos resultados desse crescimento na oferta de franquias é o barateamento das taxas cobradas pelos franqueadores, dada a enorme competição entre oportunidades de vários setores, como o de alimentação, um dos mais procurados. E daí advém o aquecimento de todo o mercado.
Conhecida consultoria de franchising, com representação em Belo Horizonte, informa, por exemplo, que o número de donos de empresas diversas que procuram a organização para estruturar processos de franquia, por mês, mais que dobrou este ano, em relação a 2017, passando de dois para cinco.
Na outra ponta, o volume de contratos também dispara: entre o primeiro semestre deste ano e igual período do ano passado, a quantidade de redes de franquia no Estado subiu 16%, enquanto o de unidades de comércio ou de serviços, igualmente no sistema de franchising, cresceu 10%, na mesma comparação.
Diante de tal quadro, não custa reforçar o conhecido alerta: os mercados, não importa o que se venda, estão cada vez mais competitivos no país. E isso exige experiência e atitudes proativas tanto de quem quer se tornar franqueado quanto dos que desejam virar franqueadores.
Em ambos os casos, também é fundamental que o interessado entenda de gestão administrativa, operacional e financeira, e que não se fie apenas no sonho de empreender para tocar seus negócios. A máxima de que, a cada dez empresas, seis fecham no Brasil antes de completar cinco anos, geralmente em razão de falta de planejamento e preparo adequado dos proprietários, não pode ser desprezada.