Editorial.

Maior responsabilidade no uso de antibióticos

Publicado em 19/11/2018 às 22:44.Atualizado em 28/10/2021 às 01:54.


Preocupada com o crescimento de infecções por bactérias super resistentes e com a perda de eficácia de alguns remédios contra esses micróbios, a Organização Mundial de Saúde (OMS) instituiu, neste mês, a Semana Mundial de Conscientização sobre Antibióticos.


A ideia foi encampada pela Secretaria de Saúde de Belo Horizonte (SMSA), que intensificou nos últimos dias a fiscalização em drogarias e farmácias de manipulação da cidade, como mostra esta edição.
O objetivo é verificar condições de armazenamento de medicamentos e substâncias antimicrobianas, a precisão ou não com a qual são receitadas e as formas de orientação à população, dadas por profissionais dos estabelecimentos e também pelos médicos, sobre a dosagem e aplicação dos remédios. 


É fundamental que as pessoas entendam, em primeiro lugar, que não devem jamais se auto-medicar – algo que, infelizmente, amplia-se em razão da Internet, onde remédios são adquiridos com incrível facilidade. 
A adoção de antibióticos deve ser feita sob rígidos critérios, por recomendação de médicos, para que se evite uma série de riscos. 


O uso indiscriminado de tais substâncias pode, por exemplo, alterar a resistência de bactérias causadoras de doenças, tornando os medicamentos ineficazes. Outra consequência possível é a eliminação indesejada de germes presentes naturalmente no organismo e que cumprem papel importante na manutenção do equilíbrio orgânico do ser humano.


Um terceiro alerta dos especialistas, relacionado à auto-medicação, é o de que não se deve interromper os tratamentos à base de antibióticos antes dos prazos estipulados. 


Infelizmente, trata-se de procedimento comum para algumas pessoas: após as primeiras doses dos remédios, elas começam a se sentir bem e simplesmente suspendem a ingestão dos medicamentos. 


O perigo, no caso, é de que a infecção, sem estar totalmente debelada, retorne, e ainda mais difícil de ser tratada. 


A campanha associada à fiscalização da SMSA traz, portanto, uma mensagem clara: a de que remédios são produzidos para beneficiar as pessoas, mas, se não forem utilizados corretamente, podem desencadear reações indesejáveis e até causar doenças.
 

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