Editorial.

Muitas opções e riscos marcam a Black Friday

Publicado em 22/11/2018 às 20:22.Atualizado em 28/10/2021 às 01:57.


Já há algumas semanas, notícias e campanhas publicitárias inundam veículos de comunicação e as redes sociais com uma mesma mensagem: hoje, finalmente, é o grande dia do ano para ir às compras.

Importada do comércio dos Estados Unidos há oito anos, a Black Friday tem se consolidado, em Minas e no resto do país, como excelente oportunidade para que se adquira produtos e serviços de todos os tipos a preços mais em conta que os habituais.

Dados do Google, fundamental para as iniciativas, já que grande parte das vendas é feita pela Internet, comprovam o sucesso.

A empresa de tecnologia indica que, em 2017, o faturamento total do varejo eletrônico brasileiro com a “sexta-feira negra” – o nome vem da denominação do dia seguinte ao ‘Thanksgiving Day’, na Terra do Tio Sam, quando a população lota as ruas para as compras de Natal – foi de R$ 2,1 bilhões, 10% superior ao de 2016. Este ano, a expectativa é de novo crescimento.

Na capital, há, de fato, um leque bem variado de opções para os consumidores, como mostrado nesta edição. Além das ofertas de eletrônicos, eletroportáteis, vestuário, alimentação e outros tópicos mais comuns, em grandes, médios e pequenos estabelecimentos, tem até cemitério oferecendo jazigos e cremações com 30% de desconto.

O cardápio inclui ainda promoções em farmácias e supermercados, abatimentos em inscrições em cursos e palestras, investimentos atraentes e hotéis e motéis com diárias abaixo do normal. 

Diante de tanta sedução, cabe ao consumidor ter a atenção redobrada para evitar armadilhas. Afinal, o período é fértil para quem quer se aproveitar do ímpeto consumista alheio, sobretudo por meio da rede mundial de computadores. 

Páginas no Facebook, por exemplo, foram criadas como se pertencessem a gigantes do comércio para atrair incautos interessados e roubar dados pessoais. 

Dica preciosa é verificar a evolução nos preços dos produtos pretendidos em sites e apps. Consultar serviços como Serasa e SPC para avaliar a idoneidade de quem vende também é aconselhável. Lembre-se: a Black Friday é positiva, mas exige cuidados.
 

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