Editorial.

Novas regras ajudaram na renovação

Publicado em 03/10/2016 às 20:50.Atualizado em 15/11/2021 às 21:05.

As novas regras para as Eleições deste ano receberam algumas críticas durante a propaganda, já que permitiram uma certa vantagem aos candidatos a prefeito mais conhecidos pela população. No entanto, o modelo parece ter funcionado melhor para a eleição de vereadores. 

A capital mineira terá uma renovação superior à de 2012, muitos nomes tradicionais do Legislativo não conseguiram se reeleger. Por outro lado, a candidata mais votada foi uma estreante, com uma campanha de RE 53 mil e por um partido que também vai estar pela primeira vez representado na Câmara Municipal. 

A média de R$ 88 mil de custo de uma campanha para vereador em BH é bem menor do que os cerca de R$ 200 mil de 2012. Mas a nova legislação permitiu que muitos conseguissem ser eleitos com recursos bem mais modestos, apesar de alguns casos de campanhas na faixa dos R$ 500 mil. 

Outro fator que pode ter contribuído para a maior oxigenação do Legislativo municipal foi a redução drástica da presença dos candidatos a vereador na propaganda na TV e no rádio. Sem os meios de comunicação e com restrição de cartazes, cavaletes e faixas nas ruas, cada candidato teve que procurar ainda mais nichos ou comunidades em que já é conhecido. O resultado foi uma votação muito pulverizada, com votações baixas e muito concorrida ali na faixa dos 4.000. 

Com tantas mudanças, essa eleição serviria mesmo para uma reanálise das táticas usada há anos pelos marqueteiros políticos. E no caso dos vereadores, talvez os especialistas passem a considerar que vale mais a mobilização de alguns grupos organizados da sociedade civil do que investir em campanhas gigantescas, por toda a cidade.

No campo de vista político, a eleição fez com que o PT perdesse representatividade em todo o Estado. Os escândalos de corrupção atingindo alguns dos líderes da sigla, claro, foram determinantes. A tese de que o partido foi vítima de um “golpe”, repetida exaustivamente pelos petistas, não colou para os brasileiros. Prova é que o PMDB, principal beneficiado do impeachment, obteve grande votação, mantendo-se na liderança no número de prefeituras. 

Talvez esteja na hora de o PT admitir erros e ser mais modesto, ou poderá sair de 2018 ainda menor do que 2016. 
 

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