Editorial.

O setor imobiliário e a pandemia

Publicado em 03/07/2020 às 21:37.Atualizado em 27/10/2021 às 03:56.

Crises costumam trazer, em seu entorno, oportunidades. E, ao gerar cenários que fogem às previsões e se modificam de forma diuturna, acabam provocando situações muitas vezes surpreendentes. Em meio à necessidade de isolamento social; às dispensas e fechamentos de postos de trabalho e empresas, há um setor que enfrenta o momento delicado não apenas com serenidade, mas com entusiasmo: o imobiliário. Seus indicadores, como mostra reportagem nesta edição, seguem positivos, mesmo na comparação com o mesmo período do ano passado.

Considerando-se o período de janeiro a abril, as vendas de apartamentos na capital e em Nova Lima registraram aumento de 14,62% em relação aos quatro primeiros meses de 2019. E os lançamentos se sucedem, ajudados, em boa parte, pela tecnologia, que permite a quem vende, apresentar o projeto de forma remota a quem pretende comprar.

Já não são poucos os que compreenderam que as mudanças provocadas na economia, com a queda da Taxa Selic de juros à mínima histórica, desencorajam os investimentos em aplicações. Da mesma forma, a renda variável ainda se ressente do impacto da pandemia, sem um horizonte definido para a esperada recuperação. Deste modo, a boa e velha segurança provocada pelos imóveis se evidencia, ainda que sob o risco do cenário recessivo previsto para os próximos meses. Paradoxalmente, a tendência, até mesmo pela necessidade de liquidez imediata, é de redução nos preços dos imóveis usados, comerciais ou residenciais.

A oferta aquecida proporciona boas oportunidades para quem, pelos mais variados motivos, conta com uma reserva em meio aos tempos complicados.
E há os esperados efeitos da pandemia nos modos de trabalhar e viver. A tendência é pelo aumento do adoção do home office em caráter definitivo, assim como da procura por ambientes que ofereçam condições para relaxamento e convivência distante das aglomerações. E é de se esperar um remanejamento que atenda às necessidades e especificidades do 'novo normal'.

Em meio a tantas notícias preocupantes do ponto de vista econômico e motivos para apreensão, é confortante saber que a construção civil e o setor imobiliário têm potencial para se constituir em necessárias locomotivas do esforço de retomada.

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