Um dos grandes complicadores no enfrentamento da pandemia de Covid-19 diz respeito ao transporte coletivo, cuja natureza, logicamente, favorece a disseminação do novo coronavírus se não adotadas medidas rigorosas de prevenção e proteção.
Nas grandes cidades de todo o país, de início as escalas reduzidas de horários nos ônibus e, em seguida, os primeiros passos nas medidas de relaxamento, levaram ao registro de aglomerações dentro e fora dos veículos, ainda que se adote, na teoria, limites de lotação ou se proíba as viagens em pé.
O metrô que, mesmo com o alcance infinitamente inferior à necessidade de Belo Horizonte, diante do desprezo do Governo Federal para com os planos de ampliação, poderia ajudar a atenuar o cenário de risco mas, diante do aumento do número de casos entre os funcionários da CBTU, deixa de ser alternativa válida com a definição de uma greve, o que restringe sua operação aos horários de pico (por consequência, de maior concentração de pessoas e, igualmente, de maior perigo de contágio).
Houve tempo suficiente ao longo da pandemia para adaptação, assim como fizeram os mais variados setores da atividade econômica diante da nova realidade. Supermercados e farmácias, por exemplo, ganharam anteparos de proteção, sinalização específica; dotaram seus funcionários de todos os equipamentos necessários para mitigar a possibilidade de infecção.
Seria também o caso de as empresas de ônibus, assim como a CBTU, se prepararem para a situação, indo além das determinações legais e desenvolvendo soluções, em conjunto com o poder público, para equacionar o que é, hoje, o grande foco de transmissão da Covid-19 na cidade. Três meses foram prazo mais que suficiente para tal, diante de um quadro que se desenhava não de ontem.
Por fim, também o passageiro tem responsabilidade redobrada - de manter o uso da máscara, reforçar a higienização e os cuidados em áreas comuns; buscar a manutenção de uma distância mínima de segurança para o entorno e, por mais que haja pressa, entender que muitas vezes é preferível esperar pelo próximo ônibus, ou trem, a embarcar numa viagem com sérios p