A onda de violência que atormenta quase todas as cidades brasileiras vai levar a polícia para um espaço que até então era reservado exclusivamente ao conhecimento e à divulgação do saber. Com os frequentes assaltos, inclusive a mão armada, a PM passará a atuar dentro da UFMG, uma das mais importantes universidades do país.
Reitoria e o comando da Polícia Militar vão buscar, juntos, traçar estratégias para minimizar a insegurança que ronda estudantes, professores e demais funcionários, além dos frequentadores do campus da Pampulha. Entre as possíveis alternativas estão bike patrulha, policiamento a cavalo, circulação de viaturas ou até a instalação de uma base móvel.
Já à reitoria deverá caber a função de proteger os alunos e servidores com a melhoria de iluminação em pontos em que ela é precária, reforço na segurança privada e maior controle na entrada de veículos.
Infelizmente, para medo geral, não tem sido raros os casos de furtos, arrombamentos e assaltos dentro da universidade. Um caso de violência que gerou pânico foi o assalto cometido por três adolescentes em um ônibus que circula internamente na UFMG. O episódio aconteceu no início deste mês. Mais recente ainda foi o roubo do carro de um aluno, já confirmado pela polícia, no estacionamento da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich).
Nos grupos formados por estudantes no Whatsapp e Facebook, as denúncias de novas ocorrências surgem todos os dias. E o medo é um sentimento comum para os colegas de sala de aula.
O que se vê são universitários preocupados em não andar sozinhos, em especial em horário de menor movimento. Também há cuidado especial na hora de guardar objetos, para que nenhum suspeito veja. Celular na mão ou fone conectado ao ouvido, hábitos tão típicos entre estudantes, foram deixados de lado. Cenas frequentes que escancaram que a violência se instalou no endereço do campus.