Editorial.

Preparação para o Enem exige muita informação

Publicado em 24/10/2018 às 21:30.Atualizado em 28/10/2021 às 01:24.

Falta pouco mais de uma semana para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cujas provas serão divididas entre o domingo, 4 de novembro, e o seguinte, dia 11. Não é tarde, contudo, para que os cerca de 5,5 milhões de inscritos em todo o país, 580 mil deles em Minas, questionem-se sobre possíveis temas abordados e procurem se preparar bem, evitando surpresas.

Na primeira etapa da avaliação, os estudantes terão testes sobre “linguagens, códigos e suas tecnologias”, área que abrange língua portuguesa, artes, educação física e língua estrangeira, e sobre ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia).

Certamente, como tem ocorrido ao longo dos anos, muitas das questões terão como base para formulação uma série de problemas da atualidade brasileira e mundial. O mesmo deve ser feito na redação, a ser produzida no mesmo dia: a chamada frase-tema provavelmente será extraída de algum assunto cotidiano, presente no noticiário. 

O aniversário, em 2018, de 30 anos da Constituição Federal e do Sistema Único de Saúde (SUS); as conturbadas eleições deste ano, sob grande influência das redes sociais digitais e das chamadas fake news; a crise comercial mundial; a situação dos refugiados de países como o Haiti e a Venezuela são apenas algumas das matérias que podem servir de base para a dissertação.

Para se sair bem, segundo educadores, o aluno precisa fazer, em 30 linhas, um coerente e bem estruturado apanhado do tópico proposto, mostrando conhecimento, domínio de conceitos e capacidade para propor intervenções sobre o problema apresentado.

É aí que surge uma enorme dificuldade para boa parte dos candidatos, que vivem em uma época marcada pelo uso excessivo das tecnologias, mas com propósitos não exatamente informativos ou educacionais. 

Deixado em segundo ou terceiro plano, sobretudo pelos mais jovens, o acompanhamento diário de notícias oriundas de fontes fidedignas, como muitos jornais, rádios, sites e TVs, pode fazer falta quando a prova for aberta. 


Portanto, fica o conselho a quem vai fazer o exame: vale a pena trocar Facebook, Instagram e Whatsapp, nos próximos dias, pela busca mais intensa por informações confiáveis. 
 

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