Editorial.

Pressões pela flexibilização e a favor da vida

Publicado em 02/07/2020 às 21:02.Atualizado em 27/10/2021 às 03:55.

Mesmo com a pressão para que retome o processo de flexibilização do comércio em Belo Horizonte, que retornou à estaca zero com o crescimento dos casos de Covid, o prefeito Alexandre Kalil vai manter o endurecimento das medidas de distanciamento social nos próximos dias. Ontem, representantes do Sindicato dos Lojistas de Belo Horizonte (Sindilojas) apresentaram propostas ao chefe do Executivo municipal, mas saíram frustrados com o indicativo de que apenas os serviços considerados essenciais devem permanecer funcionando.

A coletiva realizada todas as sextas-feiras para avaliar esse processo de retomada do comércio na capital não vai acontecer hoje. O prefeito adotou um tom conciliatório com os lojistas ontem, afirmando que o momento ainda não é de flexibilização devido ao crescimento dos casos de Covid, mas que provavelmente no dia 7 a prefeitura já sentira os resultados do fechamento do comércio e que o processo de retomada só vai acontecer quando houver uma regressão no contágio pelo coronavírus.

Desde que houve o afrouxamento do isolamento na capital, os casos de Covid dispararam. Ontem, Belo Horizonte já contava com 7.144 casos da doença, com 158 mortes. No entanto, no dia 25 de maio, eram 1.402 registros de coronavírus e 42 óbitos. Esse agravamento no quadro levou a PBH a retroceder no último dia 26.

Mas com o crescimento dos casos de Covid em Belo Horizonte, o prefeito vem sofrendo pressão também para que mantenha o quadro de isolamento social. Ontem, empresários do comércio, sindicatos e entidades da área de educação em BH lançaram um movimento contra a flexibilização neste momento. Com a hashtag “#Resiste, Kalil”, a campanha alerta que o “trabalhador morto não vai precisar de emprego” e conta com o prefeito para continuar cuidando de garantir a saúde da população.

A pressão sobre o chefe do Executivo municipal vem de todos os lados. Portanto, neste momento de agravamento da doença, é necessário entender tanto a necessidade dos lojistas quanto a postura da prefeitura para salvar vidas, neste processo de condução da retomada das atividades. Dessa forma, é importante a manutenção do diálogo e a busca de um consenso para que se possa flexibilizar a abertura do comércio de forma gradual e segura, contando inclusive com o papel fundamental da população de manter as normas de higienização e segurança para evitar a propagação da doença.
 

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