Castigados pela pandemia do novo coronavírus, pequenos empresários mineiros terão acesso agora a linha de crédito de R$ 100 milhões por meio da iniciativa Estímulo 2020. O projeto conseguiu arrecadar doações de grandes empresas no Estado que serão aplicados na Sicoob/Credifiemg, que disponibilizará um aporte até cinco vezes maior em linhas de crédito.
A Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), que passou a integrar oficialmente a iniciativa, atuou como articuladora para alavancar o movimento, que vai ajudar a impulsionar as empresas mineiras neste momento de restrições. Lançado no mês passado em São Paulo, o Estímulo 2020 vai contribuir com os negócios mais afetados pela crise.
Em uma plataforma totalmente digital, o projeto oferece capital de giro no valor equivalente a até um mês de faturamento das empresas com juros de 7% ao ano e carência de 3 meses para início do pagamento em até 15 vezes. A iniciativa reúne executivos, empresários, artistas, empreendedores sociais e empresas, que contribuíram com recursos financeiros. O dinheiro pode ser usado para capital de giro, principalmente para pagamentos de funcionários e fornecedores.
No Brasil, é a primeira iniciativa do gênero em que empresas e pessoas físicas socorrem empreendedores em dificuldades. Além da Fiemg, o Estímulo 2020 conta com apoio de vários bancos, construtoras, locadoras de veículos, hospitais, entre outros empreendimentos. Os pedidos de socorro serão processados a partir da próxima segunda-feira, dia 15.
O Estímulo 2020 já concedeu créditos para 250 empresas de 14 setores, em pouco mais de um mês de atividade. A média de empréstimos ficou em R$ 25 mil, principalmente para segmentos de varejo, alimentação e serviços.
Ontem também, o governo federal liberou uma linha de R$ 15,9 bilhões para avalizar empréstimos tomados pelos pequenos negócios, por meio do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).
Resta agora torcer para que o Estímulo 2020 ganhe adesões de outros estados e que novas iniciativas surjam para socorrer os pequenos empreendedores, responsáveis por grande parte da geração de emprego no país.