Editorial.

Um olho no peixe e outro no gato

Publicado em 26/12/2017 às 20:33.Atualizado em 03/11/2021 às 00:27.

Férias escolares são sinônimo de casa cheia, movimentada e alegre. Mas é justamente dezembro e janeiro, quando as crianças têm tempo ocioso, os meses mais preocupantes para os pais e babás. Uma pequena distração já é suficiente para que o pequeno se machuque. 

Segundo dados do Ministério da Saúde, ao ano, cerca de 110 mil crianças são hospitalizadas em razão de acidentes domésticos. Quedas, sufocamentos, afogamentos, choques e intoxicação são os mais comuns. Por isso, é preciso também que pais e familiares tomem medidas preventivas. 

Para se ter uma ideia de como a casa ou apartamento pode esconder armadilhas, levantamento da Secretaria Municipal de Saúde aponta que, em Belo Horizonte, dos 11.825 acidentes ocorridos com crianças que recorreram a hospitais públicos, de 2012 a 2016, 1.315 foram em residências, o equivalente a 11% do total. Entre os bebês de até um ano, a situação é ainda mais grave. Quase 40% dos acidentes acontecem no próprio domicílio. 

No Estado, a causa mais frequente que levou crianças à internação foram as quedas. Na estatística, estão inclusos desde simples tombos até escaladas em lugares inesperados. Com criança, não dá para piscar o olho.

Apesar de as quedas liderarem as internações, os afogamentos foram mais letais neste ano em Minas. Até o início de novembro, 35 crianças morreram afogadas em piscinas, banheiras e vasos sanitários. 

Portanto, não dá para descuidar. As piscinas devem ser bloqueadas com portões ou cercas. Além disso, é recomendado que seja usada lona de material resistente. E o uso da piscina deve ser sempre com a supervisão de um adulto. O simples fato de deixar peças de molho em baldes ou bacias também oferece risco. Movida pela curiosidade da idade, o ato de inclinar o corpo para ver o que tem dentro do recipiente já oferece perigo. 

A farmácia da casa também requer atenção e deve estar acessível apenas aos adultos. E nada de reutilizar garrafas de refrigerante para abrigar produtos de limpeza. Para a criança, o que vem à memória é que o pai ou a mãe ingeriu o líquido que estava naquele frasco. E é justamente isso o que ela vai fazer!
 

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