Depois de algumas semanas de indefinições e expectativa, pela primeira vez o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, falou sobre uma data específica para início da retomada das atividades interrompidas pela pandemia de Covid-19.
De acordo com os planos atuais, o próximo dia 25 marcaria as primeiras ações de flexibilização na política de isolamento social. Dentro de uma perspectiva de cautela e passos cuidadosamente estudados para evitar uma explosão no número de casos que, felizmente, não se deu até hoje no ritmo de outras capitais brasileiras.
Desde já é importante pontuar que não se tratará de retomada total à normalidade, como têm mostrado os exemplos pelo mundo das grandes cidades que passaram pela primeira onda de contaminação. Há que se pensar justamente em todo o tipo de barreira para que o novo coronavírus não volte a ser uma ameaça diante de um cenário de limitação na estrutura de apoio e atendimento médicos. Que ainda não foram exigidos em sua totalidade, e nem devem, por se tratar tal possibilidade do último passo antes de um indesejado colapso.
Além disso, é fundamental entender o papel da população e a importância de seu comportamento até lá para que os planos se concretizem.
Da manutenção do distanciamento e do respeito às restrições impostas (e às medidas de prevenção, especialmente o uso da máscara) dependerá o sucesso da estratégia. Se até lá decide-se voltar em maior quantidade às ruas e ignorar o esforço público para reduzir a disseminação da doença, joga-se por terra todo um avanço. E, como mostra o exemplo de São Paulo, a data acaba postergada por ainda mais tempo até que se identifique segurança clínica para os primeiros passos do afrouxamento.
Entende-se que haja ansiedade em todos os aspectos; que a quarentena traga desafios nada simples a cada cidadão, mas é necessária uma dose extra de paciência. Somente assim haverá condição de iniciar a caminhada rumo à nova normalidade como espera-se que aconteça: sem recuos, vencendo as várias fases. E nunca deixando de lado a prioridade total na saúde e na proteção à vida, para que não se tenha arrependimentos sem volta mais adiante.