52 distribuidoras foram multadas e 1192 postos fiscalizados após alta nos combustíveis, diz Silveira
Ministro Alexandre Silveira acusa “usura” e diz que fiscalização foi intensificada para proteger consumidores diante de impactos internacionais

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta sexta-feira (20) que o governo federal intensificou a fiscalização sobre o setor de combustíveis e já multou 52 distribuidoras nos últimos três dias. Motoristas têm reclamado de alta de preços nos postos, conforme o Hoje em Dia mostrou nesta sexta.
Segundo ele, 1.192 postos de gasolina foram fiscalizados em todo o país. A declaração foi feita durante agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
De acordo com o ministro, a medida ocorre após o governo identificar práticas abusivas na cadeia de comercialização, mesmo após ações para conter o impacto da alta internacional dos combustíveis.
“O Brasil não deixou de tomar as medidas necessárias para poder impedir que o brasileiro e as brasileiras paguem pela guerra. [...] Mas, infelizmente, a usura, a irresponsabilidade daqueles que estão na ponta comercializando os combustíveis e os distribuidores fizeram com que a gente tivesse que avançar um passo mais, avançar na fiscalização”, afirmou.
Silveira destacou que a ofensiva envolve uma atuação conjunta de órgãos federais, incluindo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Polícia Federal, o Ministério da Justiça e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), além do apoio dos Procons.
“Multando mais de 52 distribuidoras nos últimos 3 dias, 1.192 postos de gasolina foram fiscalizados pelos órgãos federais e foram aplicadas multas, e nós não daremos trégua a um segundo sequer”, disse.
O ministro também voltou a criticar a privatização da BR Distribuidora, atual Vibra, e afirmou que a estatal poderia hoje ajudar a regular preços no mercado. “Se não fosse o crime lesa a pátria de venda da nossa BR Distribuidora [...], hoje nós teríamos condições de dar uma referência de preço muito mais confortável ao povo brasileiro”, declarou Silveira.
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