Aeroportos de Minas Gerais estão expostos ao risco de incêndio

Janaína Oliveira - Do Hoje em Dia
Publicado em 05/02/2013 às 06:54.Atualizado em 21/11/2021 às 00:42.
Pico está estimado para segunda-feira (12), quando são esperados 31.870 passageiros e 284 voos, entre pousos e decolagens (Divulgação)
Pico está estimado para segunda-feira (12), quando são esperados 31.870 passageiros e 284 voos, entre pousos e decolagens (Divulgação)

Multiplicam-se pelo país casos de boates e danceterias fechadas por razões de segurança. Mas um olhar mais atento sobre aeroportos em Minas Gerais aponta para outros riscos no solo. Do maior terminal do Estado, o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, por onde 10,2 milhões de pessoas viajaram em 2012, até pequenos terminais do interior, há falhas no sistema de prevenção e combate a incêndio.

As irregularidades vão desde a ausência de sinalização e rota de fuga até a falta de profissionais treinados.

Em Confins, o alerta partiu do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina). Dois ofícios, com datas de 5 e 10 de dezembro, foram encaminhados à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) pedindo providências e adequações do local à Norma Regulamentadora 23 (NR 23), de Proteção Contra Incêndios.

Conforme escrito no documento, na sala de contratos localizada no mezanino do lado doméstico, onde dão expediente mais de 20 empregados, só há uma saída. O problema se repete em outros locais, como na sala de embarque de passageiros. Também preocupa a existência de hidrantes parcialmente bloqueados.

“Tanto na área de embarque doméstico como na internacional, falta rota de fuga e a sinalização só começou a ser colocada recentemente. Como a sala vive lotada, é urgente uma outra saída. Os passageiros correm risco. Tudo tem que ser feito de acordo com as normas para evitar tragédias, como aconteceu em Santa Maria”, adverte o representante do Sina em Minas Gerais, Leandro Castro Pinheiro.

A Infraero confirmou o recebimento da correspondência e afirmou que tomou providências, como a sinalização de rota de fuga e das saídas.

O efetivo da área de contratos passou por treinamento e está em fase de implantação uma porta de emergência. Ainda segundo a estatal, as obras de reforma do Terminal 1 preveem adequações nas saídas de emergência e rotas de fuga do aeroporto.
 

Aeroportos

 

Interior

No interior de Minas, as falhas no sistema de combate às chamas são mais graves e quase levaram ao fechamento dos aeroportos de Patos de Minas, no Alto Paranaíba, de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, e de São João Del Rey, na Região Central. No caso de um incêndio nas aeronaves, não há caminhão ou equipe especializados para apagar o fogo. Como paliativo, toda vez que um avião pousa ou decola nessas pistas, um grupo de profissionais do Corpo de Bombeiros tem que ser deslocado para acompanhar o procedimento.

Por causa das condições precárias, a Trip suspendeu os voos em Diamantina e passou a operar somente nos fins de semana em São João Del Rei. E até esses voos podem ser cancelados. “Ainda não sabemos como ficará em março. A malha está sendo reavaliada, em função dos problemas de segurança do aeroporto e da fusão com a Azul”, informou uma funcionária da companhia aérea.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os operadores dos três aeroportos assinaram um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para sanar as não conformidades em até 540 dias, contados a partir do dia 22 de novembro de 2012. Já em Varginha, guardas municipais que fazem o papel de bombeiros devem ir ao Rio de Janeiro, no mês seguinte, para um curso de brigadistas.

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