Alameda da Serra vive 'boom' de comércio e oferta de serviços

Janaína Oliveira
joliveira@hojeemdia.com.br
Publicado em 18/07/2016 às 08:25.Atualizado em 16/11/2021 às 04:21.
 (Lucas Prates/ Hoje Em Dia)
(Lucas Prates/ Hoje Em Dia)

Um dos endereços do boom imobiliário na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Vila da Serra, na divisa da capital com a cidade de Nova Lima, está de cara nova. Empresários dos mais variados ramos abriram empreendimentos no bairro luxuoso, onde vivem aproximadamente 30 mil pessoas. Agora, esses consumidores de alto poder aquisitivo não precisam mais ir ao vizinho Belvedere ou dirigir até o Sion ou Savassi para comprar, comer, divertir, contratar serviços e cuidar do visual. Está tudo ali pertinho, na Alameda Oscar Niemeyer, antiga Alameda da Serra.

“Há poucos anos não tinha nada de comércio aqui, além da Pizzaria Mangabeiras e um trailer de sanduíche. Hoje, só hamburgueria são cinco. Virou um polo gastronômico e de prestação de serviço também”, diz o empresário Thiago Simal, proprietário do Jack`s Burger & Grill, instalado desde o final de 2013 no número 322 da alameda.
 

Jack's

PIONEIRO - O empresário Thiago Simal, do Jack's Burguer & Grill, um dos primeiros a chegar


E os estabelecimentos comerciais não param de chegar. “Enquanto em outras regiões todo mundo está fechando as portas, aqui o movimento é de abertura. Ainda há muitos apartamentos para serem entregues e a tendência é a de aumentar a clientela”, diz Simal. A especialidade da casa sob seu comando é o molho barbecue feito a base de Jack Daniel`s e Coca-Cola, servido com hambúrger artesanal de 230 gramas, pão australiano, queijo cheddar e cebola caramelizada.



Na contramão da crise, os preços salgados não espantam os novos empreendedores. “Geralmente, os preços dos aluguéis por um espaço de 100 metros quadrados variam de R$ 14 mil a R$ 17 mil. Ninguém encontra locação por menos de R$ 10 mil”, afirma o dono do Jack`s Burger.

Para ficar mais próximo do público que frequenta a Costelaria Monjardim no bairro de Lourdes e queria degustar carnes nobres mais perto de casa, o empresário Leonardo Marques escolheu o novo point para abrir a filial Vila Monjardim. “Com a Lei Seca, o pessoal passou a buscar entretenimento na vizinhança”, justifica.

Inaugurado em dezembro de 2015 em uma área de 600 metros quadrados, divididos em dois andares, o restaurante recebeu aporte de R$ 3 milhões. São 50 empregos diretos. “Em frente ao Monjardim, há um prédio com 188 apartamentos residenciais. Quase 90% dos frequentadores são moradores da região. E apesar do perfil parecido, é um público mais jovem e ainda mais disposto a gastar que os clientes de Lourdes”, compara Marques.



A expectativa de retorno do investimento é de dois a três anos. “Acreditamos que o Vila Monjardim vai vender o dobro do Lourdes”, diz. O empresário afirma que no restaurante de Belo Horizonte são vendidos quase quatro mil quilos de costela. Para a unidade do Villa da Serra, a meta é chegar a seis toneladas.
 

Kopenhagen
DOCE - Para Luciana Bastos, dona da loja da Kopenhagen, os moradores da região são os melhores clientes


A vizinha Luciana Bastos, dona da loja da Kopenhagen, acredita que todo mundo sai ganhando com o incremento do comércio. “Não somos concorrentes. O cliente de um vira cliente do outro. E os moradores fazem questão de nos prestigiar”, diz.



No ponto mais nobre do Vila da Serra funcionam atualmente padarias, farmácias, academias, bancos, imobiliárias, lavanderias, salões de beleza, pet shop, loja de colchões, casa lotérica, hotel, butiques, mercado orgânico, entre muitos outros.

Moradores da região, o empresário catarinense Murilo Soares e o sócio italiano Luca Lenzi comemoram quatro meses desde a inauguração da gelateria Di Molto.

Gelato

GELATO - Luca Lenzi trouxe da Itália a arte de fazer sorvete e abriu a gelateria Di Molto na Alameda da Serra 


“Temos uma unidade em Lourdes, mas aqui há um potencial grande de desenvolvimento. Atendemos a um público diferenciado, que costuma viajar para fora do país e conhece o que há de melhor no mundo”, diz.

Das 100 receitas disponíveis, pelo menos 26 são preparadas diariamente com ingredientes naturais, sem gordura hidrogenada e leite fresco, comprado de um fornecedor de Lavras, no Sul de Minas.

“Nos finais de semana dá até fila na porta”, afirma Lenzi. O sucesso é tanto que a dupla já pensa em expansão. “Pretendemos abrir mais duas lojas este ano e outras quatro no ano que vem. Em 10 anos, esperamos chegar a mil funcionários”, revela. Para ele, o brasileiro vai aos poucos aprendendo que sorvete não foi feito só para espantar o calor.

Outro estabelecimento que já planeja ampliação é o Big Jonh Barber. Com o lema “muito mais que barba, cabelo e bigode” e um ambiente vintage, a barbearia vai ganhar em breve mais três cadeiras. Enquanto dá um tapa no visual, o cliente pode tomar uma long neck ou degustar um tira-gosto. “Se o serviço é de qualidade, independente do valor, o público prestigia”, diz o gerente Bruno Lopes. O corte custa R$ 65 e a barba, R$ 40.
 

Barber
CONFORTO - Bruno Lopes, o gerente da Big Jonh Barber, cujo lema é "muito mais que barba, cabelo e bigode"


A empresária Mariana Morcatti acaba de investir cerca de R$ 300 mil para abrir a Reino de Festas. “Moro aqui perto e sentia a necessidade de oferecer o serviço”, diz. A especialidade é o estilo home fest, uma festa completa com decoração e bufê na casa do cliente ou no espaço que ele desejar. Os preços são a partir de R$ 3.600, para uma comemoração para 20 pessoas.

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