SÃO PAULO - A Amazon estaria negociando a compra da Saraiva, maior rede de livrarias do Brasil, segundo a agência de notícias Bloomberg. Citando uma pessoa com conhecimento da informação, a agência informou que a gigante do comércio eletrônico, com sede em Seattle, nos Estados Unidos, procura uma empresa com boa infraestrutura tecnológica para se expandir no Brasil. Procurada pela Folha, a Amazon informou, por sua assessoria de imprensa, que não há anúncio a ser feito.
O presidente da Livraria Saraiva, Marcílio Pousada, disse que não há negociações em curso e que a companhia não comenta boatos. Nos últimos meses, aumentaram as especulações a respeito da chegada da varejista norte-americana ao mercado brasileiro.
A companhia contratou dois brasileiros para as principais posições executivas. O paulistano Alexandre Szapiro, ex-diretor-geral da Apple no Brasil, é o chefe da operação no país e Mauro Widman, egresso da Livraria Cultura, é o responsável pela área de e-books.
Até o momento, porém, a companhia não deu informações oficiais sobre o início das operações. Fontes do mercado editorial ouvidas pela Folha disseram que as vendas de livros digitais da Amazon devem começar até o final do ano, mas as negociações ainda estão em curso. "Continuamos negociando, avançamos um pouco, mas ainda falta um outro tanto", diz um executivo que pediu para não ser identificado.
Outras empresas do setor estão de olho no mercado brasileiro. Em setembro, a Kobo, fabricante canadense de e-reader que pertence à japonesa Rakuten, firmou um acordo com a Livraria Cultura para venda de um leitor e de títulos digitais do catálogo da livraria.