
Acostumado a dar um jeitinho pra tudo, o brasileiro já tem a receita para driblar a crise econômica neste Natal. Para garantir a comemoração sem desfalcar demais o bolso, a estratégia é participar do amigo secreto. Também conhecida como amigo oculto e amigo invisível, a brincadeira já tradicional tem ganhado cada vez mais adeptos no país.
Pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que seis em cada dez brasileiros (65,6%) costumam participar da troca de presentes com outras pessoas, que não sabem quem lhes tirou e o que vão ganhar. Segundo o levantamento, para mais de 30% a principal justificativa é a economia que a brincadeira proporciona.
“O amigo secreto, ou amigo oculto, como também é conhecido, é uma ótima oportunidade para driblar os efeitos da crise econômica e economizar sem abrir mão do ato de presentear, já que é comum estabelecer um limite para o valor a ser gasto”, afirma o educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli.
Segundo ele, a confraternização coletiva resolve a obrigação de ter de presentear várias pessoas da família, por exemplo, já que cada um se encarrega de apenas um participante e, no fim, ninguém sai de mãos vazias.
Na média, de acordo com a pesquisa, cada brasileiro participará de dois amigos secreto no final deste ano e vai gastar um valor médio de R$ 51, sendo que 43,6% dos entrevistados ainda não definiram a quantia.
“A estratégia de estipular uma quantia acessível a ser gasta pelos participantes faz com que o foco esteja na criatividade e no desejo de agradar ao presenteado, e não no preço”, diz Vignoli.
O advogado Túlio Rezende saiu nessa terça (22) com o filho Davi, 4, para comprar o presente do amigo oculto. “Como a família é muito numerosa, optamos por fazer a brincadeira. Assim, confraternizamos, economizamos e ainda ganhamos um bom presente”, disse. O valor é de até R$ 300.
A pesquisa do SPC também indicou que 21% dos entrevistados não pretendem participar de nenhum amigo secreto por falta de dinheiro e outros 9% afirmam que não gostam da comemoração, mas participam para não serem taxados de antissociais.