
A presença feminina na economia brasileira deu um grande salto nos últimos 10 anos. De acordo com o estudo “Investigação da Família”, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que cruza dados do Censo de 2010, as mulheres comandam mais de um terço (37,3%) das famílias brasileiras.
E boa parte das “chefes” de família está incluída no contingente de 35 milhões de pessoas que recentemente ascenderam à classe média. Há dez anos, as famílias chefiadas por mulheres eram 22,2% do total.
Influência
Além do consumo, onde costumam dar a palavra final, as mulheres têm forte influência na escolha da escola dos filhos, do plano de saúde e até no destino das férias. Estão no controle do orçamento e com a chave do cofre.
Fundamental para a redução das desigualdades sociais do país, a inserção no mercado de trabalho deu às trabalhadoras e donas de casa a chance de se tornarem protagonistas de suas histórias, definindo as prioridades e escolhas no lar. Hoje, elas mandam em tudo.
“A transformação no mercado de trabalho começa a acontecer em casa, proporcionando um equilíbrio nas decisões”, analisa o economista e demógrafo
Mário Rodarte, professor da Universidade Federal de Minas Gerais.
Na nova configuração da família brasileira desenhada pelo IBGE, 65% dos lares são sustentados pelo casal. Em 2000, esse compartilhamento das despesas era registrado em apenas 40% das famílias, sendo que nos 60% restantes o sustento ficava a cargo unicamente do chefe.
“A importância da mulher na economia fica mais evidente com a constatação de que, entre as famílias chefiadas por mulheres, 22% dos cônjuges deixam por conta da companheira a responsabilidade de administrar as finanças do lar”, diz o técnico do IBGE Gilson Gonçalves.
Salário menor
Com renda média equivalente a 70% do que ganham os homens, segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilio (Pnad), as mulheres chefes de família administram do sonho da aquisição da casa ao eletrodoméstico, passando pela viagem de avião.
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