O Comitê de Política Monetária decidiu, nesta quarta-feira (3), por unanimidade, elevar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto porcentual, para 11,75% ao ano. Esta é a taxa mais alta dos últimos três anos.
A alta vai ao encontro da expectativa da maior parte do mercado financeiro, segundo pesquisa do AE Projeções.
A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 20 e 21 de janeiro de 2015.
BC erra ao elevar a taxa Selic, critica Fiesp
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou nota criticando a elevação da taxa Selic. "Ao utilizar apenas a taxa de juros como instrumento de controle da inflação, o governo erra e derrubará ainda mais a atividade econômica, que já se encontra anêmica", afirma o presidente da entidade, Paulo Skaf.
A nota da federação lembra que dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram queda no consumo das famílias no terceiro trimestre e afirma que "o Brasil precisa urgentemente retomar o crescimento econômico", o que permitiria aumentar a arrecadação sem elevação da carga tributária.
"O governo gasta muito e gasta mal. A nova equipe econômica deve ter como prioridade o controle dos gastos correntes e aumento da eficiência, e não o aumento de juros", disse Skaf.
A elevação da taxa básica de juros, embora indique uma ação mais ativa do Banco Central em controlar a inflação, ampliará as dificuldades das empresas, avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI).