Bancos pequenos enfrentam turbulência com inovação

Leida Reis - Do Hoje em Dia
Publicado em 04/11/2012 às 08:46.Atualizado em 21/11/2021 às 17:51.
 (Flávio Tavares)
(Flávio Tavares)

 

As investigações sobre o rombo contábil do banco Cruzeiro do Sul, liquidado em setembro com a prisão do dono, Luis Octávio Índio da Costa, só terminam em março. A prorrogação do prazo, anunciada pelo Banco Central, mantém o foco sobre o desafio que os pequenos e médios bancos enfrentam para se manter no mercado.
 
Ainda que os donos de instituições financeiras classifiquem o episódio do Cruzeiro do Sul – com rombo de R$ 3,1 bilhões - como “caso isolado”, as liquidações dos últimos dois anos acendem o alerta para o segmento. 
 
Analistas de mercado recomendam que, com a redução da taxa Selic, os bancos de médio e pequeno porte apostem em produtos diferenciados. Seja no crédito imobiliário, seja no factoring ou no consignado, os pequenos reduzem a burocracia e investem no atendimento para captar clientes. 
 
CDB
 
Para competir com a solidez e a credibilidade dos grandes bancos, os pequenos oferecem rendimento melhor para as aplicações em Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) e outros produtos. No entanto, a vantagem sobre o ganho ofertado pelos bancos maiores nem sempre garante atratividade. 
 
A crise econômica na Europa e os juros baixos fazem com que os grandes bancos invistam também em produtos alternativos, como financiamento de automóveis, tirando mercado dos pequenos.
 
Repercussão
 
Para o presidente do banco mineiro Bonsucesso, Paulo Henrique Pentagna Guimarães, a liquidação de um banco pequeno afugenta o investidor. “Depois, o mercado volta à normalidade e trata de separar o joio do trigo”. 
 
O Pottencial, banco mineiro que negocia seguro-fiança para grandes obras, garante manter sua saúde financeira graças aos investimentos das empreiteiras. Está entrando agora no mercado de São Paulo.
 
Segundo a agência de avaliação de risco Fitch Ratings, apesar de não ter gerado corrida para retirada de depósitos, a intervenção no Cruzeiro do Sul “causou maior aversão ao risco” representado por bancos concentrados no crédito consignado e financiamento de veículos.
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