
Em meio à crise econômica que o país vive, mais uma notícia preocupante para a população de Belo Horizonte. Em junho de 2019 o custo da cesta básica aumentou 1,05% na capital mineira, deixando a cidade com o terceiro maior aumento registrado no país, ficando atrás somente de Florianópolis (1,44%) e Rio de Janeiro (1,16%). Os dados integram a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta quinta-feira (04) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Segundo a entidade, o preço da cesta com os alimentos mínimos necessários para uma pessoa adulta em BH foi de R$ 429,30 no mês de junho. "O trabalhador que ganha o salário mínimo de R$ 918,16 (após os descontos do INSS) gastou, portanto, 46,76% do seu rendimento líquido para adquirir integralmente a alimentação mínima necessária estabelecida pelo governo, para o seu próprio sustento (sem falar no de sua família e nas demais despesas de seu orçamento familiar)", aponta o levantamento.
Portanto, quando se leva em conta uma pequena família de dois adultos e duas crianças, o trabalhador belorizontino gastou R$ 1.287,90 somente para cobrir a despesa com a alimentação.
Ainda de acordo com o Dieese, a pesquisa leva em consideração uma cesta básica para um adulto formada por 13 produtos, sendo eles: carne (6,0 Kg); leite (7,5 L); feijão (4,5 Kg); arroz (3,0 Kg); farinha de trigo (1,5 Kg); batata (6,0 Kg); tomate (9,0 Kg); pão de sal (6,0 Kg); café em pó (0,6 Kg); banana (7,5 Dz.); açúcar (3,0 Kg); óleo de soja (0,75 L) e manteiga (0,75 Kg).
"Comparando com o mês anterior, os produtos que tiveram maior alta em junho de 2019 foram o tomate (16,01%), a carne (1,61%) e o arroz (0,73%). Entre os que apresentaram redução, destacam-se as quedas observadas nos preços do feijão (-13,18%), da banana (-6,80%) e da batata (-1,34%)", conclui o departamento.
Pesquisa nacional
Em todo o país, dez das 17 cidades pesquisadas apresentaram queda no valor, sendo as mais expressivas em Brasília (6,65%), Aracaju (6,14%) e Recife (5,18%). Entretanto, de janeiro a junho deste ano todas as capitais analisadas acumularam aumentos, com destaque para Vitória (20,20%). A menor taxa foi registrada em Campo Grande (1,29%).
A cesta mais cara do país é a de São Paulo, onde o conjunto de alimentos essenciais custava, em média, R$ 501,68, seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 498,67) e por Porto Alegre (R$ 498,41). As cestas mais baratas foram observados em Aracaju (R$ 383,09) e Salvador (R$ 384,76).
Com base na cesta mais cara do país, que foi observada em São Paulo, o valor do salário mínimo em junho, necessário para suprir as despesas de um trabalhador e da família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, seria de R$ 4.214, 62, ou 4,22 vezes o mínimo de R$ 998,00.
*Com Agência Brasil