Biomm entra no Bovespa Mais de olho em investidor

Janaína Oliveira - Do Hoje em Dia
Publicado em 08/01/2013 às 06:24.Atualizado em 21/11/2021 às 20:23.
 (André Brant)
(André Brant)

A Biomm Technology, empresa brasileira especializada em produtos biotecnológicos que pretende investir R$ 330 milhões na construção de uma planta para produção de insulina humana e proteínas terapêuticas em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, vai migrar para o Bovespa Mais, da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa).

A migração para o Bovespa Mais e a adoção de uma nova estrutura de governança corporativa aumentam o potencial de atração de novos investidores e a liquidez das ações.

O segmento é direcionado às empresas de pequeno e médio porte que necessitam captar recursos para financiar seus projetos, ou para companhias maiores, que desejam fazer uma oferta gradual ao mercado.

Uma das regras diferenciadas do Bovespa Mais é permitir que as companhias, ao se listarem no segmento, tenham o período de até 7 anos para ter 25% do seu capital social em circulação no mercado, seja realizando uma oferta pública das ações existentes ou através da emissão de novos papéis no mercado.

Segundo fato relevante divulgado ontem pela Biomm, assinado pelo seu presidente Francisco Carlos Marques Freitas, o contrato para ingresso no Bovespa Mais foi celebrado com a BM&FBovespa, “sob condição suspensiva”, no último dia 4. Os acionistas da empresa já haviam autorizado a entrada no segmento em assembleia realizada em junho, de acordo com comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Criado em 2005, o Bovespa Mais conta hoje com apenas três empresas: Nutriplant, Desenvix Energias Renováveis e Senior Solution.

“O segmento nasceu como um grande sonho da Bovespa de atrair pequenas e médias empresas, mas como permaneceu durante muito tempo no estilo antigo, com custo alto de adesão, não decolou. Só agora, com a introdução de estímulos, como custos mais acessíveis, é que a coisa parece que vai deslanchar”, afirma o presidente do Instituto Mineiro do Mercado de Capitais (IMMC), Paulo Ângelo Carvalho de Souza.

Para ele, a intenção da Biomm é ganhar musculatura financeira. “Embora já seja listada na Bolsa, a empresa ainda é pouco conhecida. Esse pode ser o caminho para captar recursos e tocar novos projetos”, avalia. Um dos projetos é a fábrica em Nova Lima, orçada em R$ 330 milhões, e que deve entrar em operação em 2015. O protocolo de intenções foi assinado entre a empresa e o Governo de Minas em outubro de 2012, e prevê a criação de 208 empregos diretos e 624 indiretos.

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