FICOU NO BANCO

Camisa azul da Seleção perde espaço e 'encalha' no comércio de BH às vésperas da Copa do Mundo

Comerciantes do Centro da capital relatam baixa procura pelo modelo reserva, enquanto camisa amarela lidera as vendas nas lojas populares

Bernardo Haddad
@_bezao
Publicado em 01/06/2026 às 13:24.Atualizado em 05/06/2026 às 22:46.

Faltando seis dias para a estreia do Brasil na Copa do Mundo, a camisa amarela da Seleção domina as vitrines e as vendas nas lojas populares do Centro de Belo Horizonte. Já o modelo azul, uniforme reserva dos comandados por Carlo Ancelotti, tem enfrentado resistência entre os consumidores, segundo comerciantes da capital mineira. 

Em estabelecimentos da rua dos Caetés e arredores, vendedores relatam que a maior parte dos clientes procura a versão amarela, enquanto a azul fica em segundo plano. O comerciante Frank Flávio dos Santos, de 28 anos, afirma que a diferença na procura é clara no dia a dia da loja.

“A amarela sai mais, com certeza. De cada dez pessoas, no máximo duas procuram a azul. Muita gente comenta sobre o desenho da camisa e acaba desistindo dela”, contou. 

O uniforme azul da Seleção foi alvo de polêmicas na internet na época do lançamento. Apesar de a Nike, patrocinadora oficial do Brasil, ter explicado que a imagem no centro do uniforme azul representa um "sapo-flecha venenoso alertando seus predadores", alguns internautas apontaram semelhança do desenho com a figura de um demônio.

No site oficial da Nike, a empresa explica a escolha: "Essa camisa de cores vibrantes é tão bonita quanto ameaçadora. Como um sapo-flecha venenoso alertando seus predadores, este uniforme lembra às outras nações que enfrentar o Brasil é por sua própria conta e risco."

‘Camisa azul também vende, mas a procura pela amarela é maior’, diz comerciante

Comerciantes de BH apontam que as vendas das camisas da Seleção já aumentaram com a proximidade da Copa, principalmente nos fins de semana. As réplicas mais simples custam cerca de R$ 60, enquanto os modelos considerados mais próximos da versão oficial chegam a R$ 150. Há ainda versões intermediárias vendidas por cerca de R$ 80.

Na loja administrada pelo empreendedor Vitor Alexandre, de 20 anos, a "Amarelinha" segue sendo a "líder de vendas". Apesar da aposta em diferentes modelos para o torneio, a preferência dos clientes continua concentrada na tradicional camisa amarela.

“A galera prefere a amarela nova. A azul também vende, mas a procura pela amarela é muito maior. A qualidade das réplicas está muito boa e o pessoal acaba escolhendo mais pelo visual”, afirmou.

Vitor destaca que o comércio costuma ganhar força em períodos de Copa do Mundo e que a expectativa é de aumento nas vendas com a proximidade do campeonato - a cerimônia de abertura acontece nesta quinta (11). “A Copa é como se fosse um Natal para a gente. A galera vem toda animada comprar camisa para a família inteira”.


Na loja administrada pelo empreendedor Vitor Alexandre, de 20 anos, a "Amarelinha" segue sendo a "líder de vendas" (Valéria Marques/ Hoje em Dia)

Os preços das réplicas chamam atenção principalmente quando comparados aos modelos oficiais vendidos em lojas autorizadas. Atualmente, as camisas originais da Seleção custam entre R$ 249,99 e R$ 749,99, dependendo da tecnologia e do acabamento.

A versão “Authentic”, igual à usada pelos jogadores em campo, é comercializada por cerca de R$ 749,99. Já os modelos mais simples voltados para torcedores custam entre R$ 249,99 e R$ 449,99.

Entre os consumidores, a preferência pela camisa amarela também aparece. A assistente técnica Cristina Silva, de 39 anos, caminhava pelo Centro usando uma camisa do Brasil e disse que pretende comprar um dos novos modelos lançados para a Copa.

“A minha paixão é a amarela. Eu gostei da azul também, mas a amarela sempre chama mais atenção”, afirmou.

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