Canadense investirá R$ 1,2 bi no Estado em terras-raras

Bruno Porto - Do Hoje em Dia
Publicado em 21/09/2012 às 11:36.Atualizado em 22/11/2021 às 01:28.
 (AFP)
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A canadense MbAC Fertilizantes confirmou a existência e viabilidade comercial de elementos de terras raras em Araxá, no Alto Paranaíba. A empresa já formalizou a criação de uma subsidiária local, chamada de Metalurgia e Mineração Araxá e pretende alocar US$ 620 milhões - cerca de R$ 1,2 bilhão - na exploração de óxidos de terras-raras, nióbio e fosfatos.


Para capacitar mão de obra e gerar conhecimento local sobre esse tipo de mineração, a prefeitura do município assinou protocolo com a Universidade do Colorado (EUA) e negocia para que um braço do Centro Federal de Educação Tecnológica em Minas Gerais (Cefet-MG) tenha uma unidade na cidade.


A produção inicial da MbAC será de 120 mil toneladas e, desse total, 8,75 mil toneladas corresponderão a óxidos individuais de terras raras (OTR) na primeira fase, com capacidade de até 17,5 mil toneladas no prazo de cinco anos. Nesse período, o empreendimento inclui a produção estimada de 740 toneladas ao ano de óxido de nióbio como subproduto. Na fase 3, aumentará para 1.832 toneladas. O início da exploração ocorrerá em 2016.

 

Estudos


Levantamentos preliminares realizados pela empresa concluíram que a área contém 6,34 milhões de toneladas de recursos minerais utilizáveis, somando recursos medidos e indicados, com um teor de 5,01% de óxidos totais de terras raras (TREO) e 21,04 milhões de toneladas de recursos inferidos, com 3,99% de TREO.


A empresa pretende registrar um relatório técnico com as estimativas de existência de minérios e o estudo preliminar de avaliação econômica em futuro próximo. Segundo o prefeito de Araxá, Jeová Moreira da Costa, a Vale Fertilizantes estaria estudando a possibilidade de investir no setor. l


 

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