O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 557 milhões para a construção de sete parques eólicos (geração de energia a partir dos ventos) no Ceará e no Rio Grande do Sul, totalizando capacidade instalada de 195,6 megawatts (MW). O empréstimo foi anunciado pela instituição. As informações são da Agência Brasil.
Quatro parques, com capacidade de 120 MW, serão implantados no município gaúcho de Palmares do Sul pela CPFL Energias Renováveis. Os demais, que integram o Complexo Amontada, situado a 168 quilômetros da capital do Ceará, terão capacidade de 76 MW e serão controlados pela empresa Brise Energias Renováveis, do grupo Queiroz Galvão. A previsão é que os sete parques comecem a operar ainda este ano.
Segundo o BNDES, as obras deverão gerar em torno de 2,6 mil empregos diretos e indiretos. Os recursos liberados pelo banco para projetos do setor eólico subiram de R$ 2,2 bilhões, em 2011, para R$ 4,3 bilhões, no ano passado. Esse valor superou em 27% os desembolsos do BNDES para a geração eólica em 2012.
Na última quinta-feira (3), reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que geradores de energia a partir de outras fontes renováveis estão pressionando o Congresso Nacional e outros órgãos federais para retirar incentivos à energia eólica. Eles argumentam que a energia eólica se tornou mais competitiva que a biomassa e pequenas centrais hidrelétricas.
O que adeptos das eólicas têm chamado de "lobby" convenceu o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) a incluir uma emenda à medida provisória 641 com o objetivo de retirar o desconto de 50% das tarifas de uso de sistemas de transmissão e distribuição.
No entanto, é na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) que cresce com mais força o entendimento de que as eólicas não precisam mais dos incentivos.