
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) nega a saída de Mauro Borges da presidência da estatal, conforme foi ventilado no mercado na manhã desta segunda-feira (4). O envolvimento do executivo na Operação Acrônimo – que investiga lavagem de dinheiro, desvio de verbas federais e Caixa 2 eleitoral – seria o motivo de um possível pedido de demissão.
No alto escalão da concessionária, no entanto, já começam a surgir nomes para a substituição do comandante da Cemig. Marco Antônio Castello Branco, conselheiro da energética, seria cogitado.
De acordo com uma fonte ligada à alta cúpula da companhia, caso haja uma troca de presidentes, o novo comandante deve ser extremamente ligado ao governador do Estado, Fernando Pimentel. A aceitação pelo PT, partido do governador, também é importante, segundo a fonte.
Acrônimo
Em outubro, a Polícia Federal (PF) realizou buscas na residência do presidente da Cemig, no bairro Belvedere, região Centro-Sul de Belo Horizonte. O Hoje em Dia acompanhou com exclusividade a operação.
Na ocasião, foram apreendidos tablets, computadores e aparelhos celulares.
O executivo foi Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) entre fevereiro e dezembro de 2014, substituindo Pimentel no cargo. As investigações na Operação Acrônimo dizem respeito a esta época, não havendo relação com o cargo que ocupa na Cemig.
Pimentel é o principal alvo investigado na Acrônimo.