O presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Mauro Borges, pode deixar o cargo na estatal até amanhã quando o Conselho de Administração se reunirá. Fontes ligadas à energética afirmam que o gestor pode ser substituído. O presidente da Codemig, Marco Antônio Castello Branco, é um dos nomes cotados para assumir a Cemig, conforme apurou o Hoje em Dia.
Outros executivos da energética também podem deixar os cargos. Fabiano Maia, diretor de Finanças e Relações com Investidores, é um dos nomes cotados para deixar a estatal. No lugar dele, assumiria o atual vice-presidente da Cemig, Paulo Roberto Castellari Porchia. O cargo de vice-presidente da companhia, portanto, também ficaria à disposição.
“A mudança pode ajudar a melhorar a imagem de Minas e da companhia. É uma forma de dar uma sacudida no governo”, diz uma fonte, que não quis se identificar. As alterações também seriam utilizadas para fortalecer a aliança do governador com outros partidos.
Dívidas
Ontem, houve rumores de que o plano de renegociação de dívidas da companhia poderia ser uma das razões para a troca do presidente da estatal. Outra fonte, que também preferiu o anonimato, rebate a teoria. “O presidente do Conselho de Administração da Cemig é o secretário de Fazenda do Estado (José Afonso Bicalho). Todas as negociações para rolar as dívidas foram tomadas com o aval dele e, consequentemente, do Estado”, justifica.
Dividendos
Pelo segundo ano consecutivo, a Cemig vai pagar aos acionistas o limite mínimo de 25% do lucro – o equivalente a R$ 633 milhões. Em anos anteriores, de bonança, a companhia chegou a remunerar os investidores com até 120% do lucro. O valor seria pago hoje. No entanto, o ele foi adiado para 29 de dezembro, na semana que vem.
Procurada, a Cemig disse que não vai se pronunciar.