Cemig venderá participação em controladas para novas aquisições

Bruno Porto - Hoje em Dia
Publicado em 07/09/2014 às 08:43.Atualizado em 18/11/2021 às 04:06.
 (Flavio Tavares/Hoje em Dia)
(Flavio Tavares/Hoje em Dia)
Após aumentar participação nas usinas de Santo Antônio e Belo Monte, e de adquirir 25% da Renova, geradora eólica de energia, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) ainda está com apetite para aquisições neste segmento.
 
Recentemente, a empresa estava em fase adiantada para aquisição da colombiana Isagen, que teria um custo próximo de R$ 2 bilhões. O governo colombiano, porém, adiou a venda do ativo.
 
A postura agressiva da estatal mineira no mercado de fusões e aquisições exigirá, no entanto, a alienação de participação em empresas controladas, como a Cemig Telecom.
 
A informação é do presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais, que está na Página 2 Entrevista de segunda-feira.
 
Morais explica que a empresa precisa repôr a perda de capacidade do parque gerador da concessionária. Essa perda ocorreu após a não renovação da concessão de 18 usinas, a partir da publicação da Lei 12.783, que modificou as regras do setor elétrico.
 
“Nós precisamos crescer, gerar Ebitda, dar lucro, melhorar os dividendos, investir. Esse é o nosso trabalho”, disse. Djalma Morais adiantou que a empresa deve vender parte da Cemig Telecom (antiga Infovias). A empresa, controlada pela Cemig, presta serviços de telecomunicações a operadoras que desejam aumentar a área de atuação em Minas Gerais ou simplesmente desejam atender os clientes finais sem investir em redes próprias de fibra ótica, optando por alugá-las.
 
Na entrevista, Morais também explica a estratégia da Cemig ao aumentar sua participação na usina de Santo Antônio, em Rondônia, no rio Madeira. A hidrelétrica enfrenta uma série de problemas, como greve, atraso nas obras e prejuízo financeiro.
 
O empreendimento, que entrou em funcionamento em 2012, produz pouco mais da metade da energia prevista. Das 50 turbinas projetadas, apenas 31 estão em operação comercial. 
 
No primeiro semestre deste ano, a despeito do prejuízo de R$ 470 milhões contabilizados por Santo Antônio, a estatal mineira adquiriu, por meio do fundo FIP Melbourne, mais 12% do capital da usina que estavam nas mãos das Andrade Gutierrez. Esta última é a maior acionista privada da Cemig, com 33% de participação e assento no Conselho de Administração da estatal.
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