R$ 723,26

Cesta básica fica mais cara em BH e em outras 16 capitais, aponta Dieese

Dieese diz que o salário-mínimo deveria ser de R$ 7,1 mil

Do HOJE EM DIA*
Publicado em 08/01/2026 às 15:14.Atualizado em 08/01/2026 às 16:16.
Segundo a pequisa, um dos principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta foi a carne bovina de primeira (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Segundo a pequisa, um dos principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta foi a carne bovina de primeira (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A cesta básica ficou mais cara em Belo Horizonte e outras 16 capitais brasileiras. É o que aponta levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que considerou os valores cobrados em dezembro.

A única capital onde o preço médio não variou foi João Pessoa. Nas demais capitais, houve queda, segundo o estudo feito em conjunto da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 

A elevação mais importante ocorreu em Maceió. Lá, o custo médio da cesta variou 3,19%. Belo Horizonte aparece em segundo lugar no ranking, com aumento de 1,58%. Na capital mineira, o conjunto de produtos custa R$ 723,26 - nada menos que 51% do salário mínimo.

Após BH, aparecem na sequência Salvador (1,55%); Brasília (1,54%); e Teresina (1,39%).

As quedas mais expressivas foram observadas na região Norte do país, com Porto Velho liderando a lista (-3,60%), seguida por Boa Vista (-2,55%), Rio Branco (-1,54%) e Manaus (-1,43%).

Um dos principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta foi a carne bovina de primeira, que subiu em 25 das 27 capitais. Segundo os responsáveis pela pesquisa, a alta no preço da carne pode ser explicada pelo aquecimento da demanda interna e externa e pela oferta restrita do produto.

Batata tem alta

A batata também apresentou alta em todas as capitais, com exceção de Porto Alegre, onde o preço do produto caiu 3,57%. No Rio de Janeiro o aumento chegou a 24,10%. Esse aumento pode ser explicado pelas chuvas e pelo fim da colheita.

A cesta básica mais cara do país continua a ser a de São Paulo, onde o custo médio chegou a R$ 845,95, seguida por Florianópolis (R$ 801,29), Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29).

Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10).

Com base na cesta mais cara do país, que em dezembro foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.106,83 ou 4,68 vezes o mínimo de R$ 1.518.

* Com informações da Agência Brasil

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