
Em Belo Horizonte, a cesta básica subiu 3,06% em janeiro, na comparação com dezembro, segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Além da capital mineira, outras 17 capitais brasileiras apresentaram aumento, conforme a Pesquisa Nacional de Cesta Básica, divulgada nesta quarta-feira (6) pela instituição, as maiores altas foram verificadas em Salvador (17,85%), Aracaju (13,59%), Natal (12,48%) e Brasília (11,30%).
As menores oscilações, além de Belo Horizonte, ocorreram em Fortaleza (2,19%) e Belém (3,29%).
Em 12 meses, entre fevereiro de 2012 e janeiro último, período em que o Dieese reuniu informações de preços da cesta básica em 17 capitais (Campo Grande-MS não entra na amostra pois a pesquisa na cidade só foi implantada a partir de novembro), em todas as regiões houve aumento acima de 10%, com as maiores elevações em Natal (26,18%), Salvador (24,95%) e Aracaju (23,38%). As menores variações foram verificadas em Curitiba (11,47%), São Paulo (11,51%) e Belo Horizonte e Rio de Janeiro (ambas com alta de 11,83%).
Salário mínimo
O salário mínimo do trabalhador brasileiro deveria ter sido de R$ 2.674,88 em janeiro para que suprisse suas necessidades básicas e da família, segundo estudo divulgado nesta quarta-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A constatação veio da Pesquisa Nacional da Cesta Básica do mês passado, realizada pela instituição em 18 capitais do Brasil.
Com base no maior valor apurado para a cesta no período, de R$ 318,40, em São Paulo, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ter sido 3,95 vezes maior do que o piso vigente no Brasil, de R$ 678,00, que passou a valer em janeiro.
O valor é maior que o apurado para dezembro, quando o mínimo necessário foi estimado em R$ 2.561,47 (4,12 vezes o piso então vigente, de R$ 622,00). Em janeiro de 2012, o Dieese calculava o valor necessário em R$ 2.398,82, ou 3,86 vezes o mínimo de então, de R$ 622,00.
A instituição também informou que o tempo médio de trabalho necessário, para que o brasileiro que ganha salário mínimo pudesse adquirir, em janeiro de 2013, o conjunto de bens essenciais, caiu na comparação com dezembro. Na média das 18 cidades pesquisas pelo Dieese, o trabalhador que ganha salário mínimo teve de cumprir uma jornada de 92 horas e 17 minutos em janeiro, tempo inferior a 93 horas e 54 minutos exigidos em dezembro. A queda ocorreu por causa do aumento nominal de 9% do salário mínimo no mês passado.
Em relação a janeiro de 2012, quando a pesquisa era feita em 17 localidades (Campo Grande/MS não entrava na amostra), a jornada exigida foi maior, já que naquele mês eram necessários 87 horas e 6 minutos.
Produtos
Belo Horizonte apresentou um dos menores aumentos no preço da farinha, com apenas 0.88%, o menor foi em Vitória com 0,33%. A única retração ocorreu em Brasília (-1,79%). O preço da farinha avançou em 17 localidades em janeiro, com destaque de alta nas capitais das Regiões Nordeste, onde é pesquisada a farinha de mandioca, e Norte. As altas mais expressivas ocorreram em Salvador (66,67%), Natal (36,50%) e João Pessoa (35,38%).
O preço do tomate subiu nas 18 capitais do país em janeiro, na comparação com dezembro, de acordo com levantamento divulgado nesta quarta-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em sete cidades, a alta superou 50%: Aracaju (104,93%), Vitória (87,97%), Natal (75,96%), Brasília (74,82%), Salvador (66,82%), Rio de Janeiro (66,67%) e Goiânia (63,51%). As menores elevações foram em Fortaleza (1,91%), Recife e Manaus (ambas com variação de 9,21%).
Segundo o Dieese, os preços do tomate sofrem fortes oscilações por causa das variações climáticas, "como o excesso de chuva, que tem prejudicado a produção. Soma-se a isso um aumento da demanda no fim do ano e início deste", informou a entidade, em nota distribuída à imprensa.
Já o preço do feijão subiu em 16 capitais no mês passado. Os avanços mais expressivos foram apurados em Salvador (20,80%), Natal (17,97%) e Florianópolis (13,66%). Já as menores variações aconteceram no Rio de Janeiro (0,77%), Vitória (1,52%) e Porto Alegre (2,76%). Houve recuo em Manaus (-3,00%) e Belém (-1,54%).
