Check in empata com tempo de voo em Confins

Janaína Oliveira - Do Hoje em Dia
Publicado em 25/11/2012 às 07:59.Atualizado em 21/11/2021 às 18:35.
Somente no dia de pico, 17 de fevereiro, são esperadas mais de 36 mil pessoas (Arquivo Hoje em Dia)
Somente no dia de pico, 17 de fevereiro, são esperadas mais de 36 mil pessoas (Arquivo Hoje em Dia)

Antes de embarcar no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, o passageiro é submetido a um teste de paciência. Em voos domésticos, a espera na fila para o check in leva até 46 minutos, bem acima do padrão estabelecido para esse tipo de serviço e quase o mesmo tempo de uma viagem de avião para o Rio de Janeiro (50 minutos). Os dados foram obtidos pelo Hoje em Dia junto à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), via Lei de Acesso à Informação.

Munido de documento e bagagem, até chegar a sua vez no guichê de atendimento da companhia aérea, onde o cartão de embarque é emitido e a mala, despachada, o passageiro toma um “chá de cadeira”. O levantamento, que diagnosticou as dificuldades enfrentadas por quem usa o terminal, foi feito nos guichês de três empresas – Azul, Gol e TAM .

Na mais lenta das companhias, a Gol, o cronômetro apontou para uma demora entre 35 minutos e 46 minutos. No caso da TAM, os clientes aguardaram entre 18 minutos e 36 minutos. Apontada como a mais rápida no quesito, a Azul, ainda assim, submeteu os passageiros a uma espera entre 17 minutos e 19 minutos.

As medições para aferir o tempo gasto no check in das empresas aéreas foram realizadas no primeiro semestre deste ano, durante um piloto do “Projeto de Eficiência Operacional” no terminal internacional de Confins. O programa inclui metas para os serviços nos aeroportos e maior controle de qualidade.
Para o check in, foram considerados como parâmetro desejável até 12 minutos e parâmetro aceitável, de 12 a 30 minutos. O tempo e a metodologia de medição tiveram como referência o Airport Development Reference Manual da International Civil Aviation Organization (Iata) e da International Civil Aviation Organization (Icao).
 
Culpa

A Infraero informa que, no caso específico dos serviços de check in, a responsabilidade é da empresa aérea transportadora, cabendo à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a fiscalização.

Mas a estatal não pode ser totalmente isenta de culpa. “A causa da lentidão no atendimento pode ter duas razões. Ou é negligência da companhia, que por economia não põe funcionários para atender nos balcões disponíveis, ou é um problema de infraestrutura, como falta de espaço físico no saguão. E aí entra a Infraero”, diz uma fonte ligada às companhias aéreas.

Lotação
 
Saturado, o Terminal 1 de passageiros do Aeroporto de Confins passa por obras há 13 meses. Porém, até agora, só 12% dos serviços previstos foram executados. Quando finalmente ficar pronto, sua capacidade será ampliada de 5 milhões para 6,4 milhões de passageiros ao ano. A previsão de conclusão é dezembro de 2013, mas a Infraero admite atrasos. De janeiro a setembro deste ano, quase 8 milhões de passageiros embarcaram ou chegaram por Confins.

Leia mais sobre a versão das companhias aéreas na edição digital do Hoje em Dia


 

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