DIZ PESQUISA

Compras de supermercado pela internet podem custar mais caro do que nas lojas físicas em BH

Levantamento do Mercado Mineiro com 77 produtos, nos dois formatos de venda, mostrou que a cesta comprada pela internet ficou, em média, 8% mais cara

Ana Luísa Ribeiro
aribeiro@hojeemdia.com.br
Publicado em 27/07/2026 às 15:16.Atualizado em 27/07/2026 às 15:28.
Pesquisa comparou preços de supermercados físicos e virtuais em Belo Horizonte e apontou vantagem para as compras presenciais na maior parte dos produtos (Valter Campanato/Agência Brasil)
Pesquisa comparou preços de supermercados físicos e virtuais em Belo Horizonte e apontou vantagem para as compras presenciais na maior parte dos produtos (Valter Campanato/Agência Brasil)

Fazer as compras do supermercado sem sair de casa, pela internet, pode ser uma solução para quem tem pouco tempo, mas a praticidade pode custar mais caro. A constatação é de uma pesquisa realizada pelo site Mercado Mineiro, que comparou preços de 148 produtos, de 21 a 26 de julho, em sete supermercados físicos e quatro canais virtuais que atendem Belo Horizonte e região metropolitana.

Segundo o levantamento, em média, os preços dos supermercados virtuais são superiores aos das lojas físicas, embora promoções pontuais possam compensar em alguns casos. 

Entre os 77 itens encontrados nos dois formatos de venda, a cesta comprada pela internet ficou, em média, 8% mais cara. Quando considerada a menor oferta disponível em cada canal, a diferença passou de 11%, sem incluir o valor do frete. 

A pesquisa aponta que os canais próprios de supermercados tradicionais mantêm preços mais próximos aos praticados nas lojas físicas, enquanto marketplaces e aplicativos de entrega costumam apresentar diferenças maiores.

Contramão da lógica e-commerce

A constatação de que as compras de supermercado custam mais no ambiente digital vai na contramão da lógica observada na maioria dos setores do varejo, nos quais a internet costuma ser sinônimo de economia. Em categorias como eletroeletrônicos, vestuário e eletrodomésticos, o e-commerce tradicionalmente oferece preços mais competitivos.

Para o economista Feliciano Abreu,  que coordenou a pesquisa, a tendência é que a concorrência reduza essa diferença ao longo dos anos. “As compras virtuais de uma forma geral, já estão na rotina dos brasileiros, os supermercados ainda são uma novidade. Tem gente que não aderiu e prefere ir nas lojas físicas. Por isso, encontram lá o preço mais vantajoso. Agora, as lojas virtuais tendem aí a reduzir seus preços com o tempo, em virtude da concorrência", analizou Abreu. 

Apesar da vantagem do comércio presencial, a pesquisa identificou exceções. Em alguns produtos específicos, o preço virtual foi inferior ao encontrado nas lojas físicas. Por isso, a recomendação é evitar a ideia de que um canal será sempre mais barato e comparar os valores antes de finalizar a compra.  "O consumidor precisa colocar na balança e avaliar o custo-benefício", enfatizou. 

Diferença pode chegar a até 100%

Além da comparação entre os dois modelos de venda, o estudo revelou grandes diferenças de preços para um mesmo produto entre supermercados, lojas físicas. O quilo do pão francês, por exemplo, foi encontrado entre R$ 9,98 e R$ 29,99, enquanto um mesmo molho de tomate apresentou diferença superior a 100% entre estabelecimentos.

Segundo Feliciano Abreu, essas variações reforçam a importância da pesquisa antes das compras. “O consumidor tem que ficar muito atento ao preço. As variações continuam muito grandes. Tanto no supermercado físico quanto no virtual, pesquisar continua sendo a melhor forma de economizar.”

Veja as principais diferenças entre preço virtual e físico

Leia também:

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por