Concorrência chinesa pressiona indústria em Minas Gerais

Jeanette Santos - Do Hoje em Dia
Publicado em 11/11/2012 às 10:47.Atualizado em 21/11/2021 às 18:05.
 (Luiz Costa)
(Luiz Costa)

As cores verde e amarela na cobertura de um equipamento de precisão, usado na produção de ferramentas e também na injeção e sopro de plástico, foi a forma que a Indústria Romi S/A encontrou para chamar a atenção sobre a situação que a indústria brasileira vive diante da concorrência com as máquinas seriadas chineses, durante a décima edição da Feira da Indústria Mecânica de Minas Gerais (Mecminas 2012). “Somos a única empresa nesta feira que apresenta produtos novos com tecnologia 100% nacional. A concorrência com os chineses é desleal”, queixou-se Luiz Carlos Sachetto, gerente da Romi em Contagem. 

A situação poderia estar pior, segundo ele, não fossem os juros baixos, na casa dos 2,5% ao ano, praticados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDS). 
 
Preços imbatíveis
 
A China, reconhecem os concorrentes brasileiros, oferece equipamentos de ponta a preços imbatíveis. Em 2008, de acordo com Ministério da Indústria e Comércio Exterior, o Brasil importou US$ 20 bilhões em bens de capital. Até setembro deste ano, as importações já somam US$ 25 bilhões. Na aquisição de uma máquina injetora de plásticos, por exemplo, o mercado, que antes se dividia entre a nacional e a importada alemã, hoje não tem dúvidas. O preço de uma máquina alemã equivale ao de três chinesas, que desempenham as mesmas funções e, em caso de defeito, têm assistência técnica e peças para reposição. 
 
Leia sobre os prejuízos que a concorrência traz para o Brasil e como Minas é um mercado promissor na edição digital do Hoje em Dia
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