
Com o lance de R$ 199 milhões, a Construtora Cowan venceu a licitação para reforma e ampliação da pista de pouso e decolagem e do sistema de pátio do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins.
As obras compreendem a ampliação da pista em 600 metros – atualmente, possui 3 mil metros de comprimento por 45 metros de largura – e a expansão em 192.400 metros quadrados da área para estacionamento de aeronaves – o terminal de passageiros possui hoje um pátio de 53.950 metros quadrados. A previsão é a de que a obra seja concluída até dezembro de 2013.
Cinco empresas participaram do pregão eletrônico, realizado ontem. As propostas variaram de R$ 199 milhões a R$ 413 milhões. Como acontece no Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), agora a Cowan ganha um prazo para apresentar à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) toda a documentação necessária, incluindo a composição de preços item por item da obra.
Após assinado pelas partes, o contrato terá vigência de 630 dias, sendo 540 para a conclusão das intervenções. A estimativa da estatal é a de que o resultado do leilão seja homologado em janeiro.
Copa do Mundo
As obras fazem parte do plano de ampliação do aeroporto com vistas à Copa do Mundo de 2014, que enfrenta grave atraso. A primeira licitação para construção do Terminal 3, conhecido como puxadinho, não teve sucesso. Novo edital foi lançado e novo certame, realizado. Porém, a Infraero insiste em pagar no máximo cerca de R$ 48 milhões pelas obras.
A Sial, empresa que ofereceu o menor preço – R$ 75,38 milhões – tem até hoje, às 17 horas, para dizer se aceita dar à Infraero o desconto pedido de 37%, o que a obrigaria a baixar a conta para R$ 47,49 milhões.
A ampliação do Terminal 1 também está atrasada. Somente 12% das obras foram concluídas, quando a previsão era a de que, até o momento, 15 meses após o início dos serviços, 25% das intervenções estivessem finalizadas. O Consórcio Marquise/Normatel chegou a ameaçar paralisar a reforma.
Com a novela se arrastando, até o presidente da estatal que administra os aeroportos do país, Gustavo do Vale, admitiu, em recente visita a Belo Horizonte, que toda a obra pode não ficar pronta até dezembro de 2013.