
A um mês do início da Copa do Mundo de 2026, a indústria mineira já se prepara para um aumento no consumo impulsionado pelo torneio. Segundo a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), setores como carnes, bebidas e moda projetam alta na demanda durante os jogos, especialmente em produtos ligados ao consumo coletivo e ao ambiente doméstico.
De acordo com levantamento da MindMiners citado pela entidade, 83% da população pretende acompanhar a competição e 76% afirmam que devem mudar hábitos de consumo durante o período. Já dados da Scanntech, divulgados pelo portal InfoMoney, apontam crescimento de até 18,8% no fluxo de consumidores no varejo às vésperas dos jogos da Seleção Brasileira.
No setor de carnes, a expectativa é de forte aquecimento nas vendas, principalmente em cortes para churrasco e petiscos. Segundo o presidente do Sinduscarne-MG, Pedro Braga, em edições anteriores da Copa esses produtos chegaram a registrar crescimento de até 200% nos dias de partidas.
“Para 2026, pesquisas indicam que cerca de 60% dos consumidores pretendem comprar carnes para acompanhar as partidas. Há uma expectativa muito positiva tanto para a carne bovina quanto para a suína”, afirmou.
O setor de bebidas também projeta crescimento nas vendas durante o Mundial. Segundo o presidente do Sindibebidas-MG, Mário Marques, as indústrias já começaram a adequar a capacidade produtiva para atender ao aumento da demanda. “A Copa do Mundo costuma gerar um incremento significativo no volume de vendas, e as indústrias já iniciaram processos de preparação e adequação da capacidade produtiva para atender a esse movimento”, afirmou.
Além da cerveja, tradicionalmente associada aos jogos, a expectativa é de crescimento no consumo de bebidas prontas, destilados e opções não alcoólicas. As empresas também apostam em embalagens temáticas e kits voltados ao consumo em casa.
A Copa deve movimentar ainda o setor de moda e a indústria criativa em Minas Gerais. Conforme a consultora técnica do SENAI-MG Modatec, Herika Sendas, o torneio costuma estimular a busca por peças ligadas à identidade nacional e à personalização.
“Observamos aumento na procura por peças que valorizam elementos de identidade nacional, além de releituras contemporâneas que unem tendência e cultura”, destacou. Segundo a especialista, a demanda por produtos customizados também abre espaço para pequenos produtores e marcas independentes.
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