Cooperativas já respondem por quase 16% do PIB de Minas Gerais
Balanço do setor mostra que modelo de negócios empregou mais de 64 mil pessoas e injetou R$ 4,2 bilhões em tributos na economia

Com movimentação de R$ 184 bilhões no ano passado, as 788 cooperativas em atividade no Estado já respondem por quase 16% do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais. O modelo de negócios empregou mais de 64 mil pessoas, com uma média de 231 novos postos de trabalho por mês e injetou R$ 4,2 bilhões em tributos na economia mineira.
Dados do Anuário do Cooperativismo Mineiro mostram ainda que os resultados alcançados são 16,6% maiores em relação ao ano anterior. Segundo o relatório, este avanço foi quase 12 vezes superior ao crescimento real de 1,4% do PIB alcançado por Minas Gerais - estimado em R$ 1,1 trilhão pela Fundação João Pinheiro.
O desempenho do cooperativismo também superou percentualmente o obtido por setores tradicionais da economia regional, como a agropecuária (3,2%), a indústria (0,3%) e o comércio (1,7%). “Cada vez mais, o cooperativismo se consolida como uma força econômica com escala, capilaridade e capacidade de alavancar o desenvolvimento econômico e social do nosso Estado”, afirma Ronaldo Scucato, presidente do Sistema Ocemg. “Sempre digo que é impossível construir um paraíso social em cima de uma ruína econômica, e é por isso que precisamos valorizar os resultados financeiros que alcançamos todos os anos”. reforça.
Liderança feminina em destaque
Em 2025, o setor cooperativista empregou 64,1 mil profissionais, o que representa alta de 4,6% em relação ao ano anterior, com a criação de uma média de 231 novos postos de trabalho por mês. Além de crescer em número de vagas, o segmento se destacou pela valorização profissional. Segundo o balanço anual, o salário médio pago pelas cooperativas mineiras é de R$ 4.059,97, valor 36% superior ao salário médio do setor privado (R$ 2.979). Isso significa que o trabalhador das cooperativas recebe, em média, R$ 1.080,97 a mais por mês.
A presença das mulheres é outro destaque. Elas já ocupam mais da metade (54,9%) dos postos de trabalho nas cooperativas mineiras. Mais de mil mulheres ocupam cargos de direção - 21,7% das lideranças. “Os resultados ultrapassam as cooperativas. Chegam às famílias por meio da melhoria da renda das famílias e dos municípios”, diz Scucato.
As cooperativas estão presentes em setores essenciais da economia, como agronegócio, saúde, crédito, produção de bens e serviços. Em Minas Gerais, elas são referência na cafeicultura, que responde por 63,3% da produção do café em solo mineiro.
Leia também: