Crise internacional requer atenção sobre endividamento

Iêva Tatiana - Do Hoje em Dia
Publicado em 30/07/2012 às 08:21.Atualizado em 21/11/2021 às 23:56.
 (SXC.HU)
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A crise econômica mundial não contagiou o Brasil, mas continua pairando como fantasma. Diante das incertezas futuras, especialistas afirmam que o mais recomendável é preparar-se, desde já, para o pior. Apesar dos juros em queda, do crédito farto e do desemprego em baixa, não é hora de fazer dívidas. Segundo pesquisa da Federação do Comércio de Minas Gerais (Fecomércio- MG), realizada em junho, 66,4% dos consumidores entrevistados admitiram estar endividados. No levantamento realizado em junho de 2011, eram 63,7%.

Para as famílias, o controle das despesas e o estabelecimento de prioridades são indispensáveis para evitar o endividamento e favorecer a poupança.

De acordo com o professor de Finanças da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, José Roberto Savoia, a receita é simples, mas exige organização. “As famílias devem detalhar seus gastos, separando os essenciais, geralmente relacionados à moradia, daqueles que podem sofrer alterações, como telefonia e refeições fora de casa”, orienta.

As despesas com situações imprevisíveis, salienta Savoia, também devem ser acrescentadas à lista. Feito isso, a análise da situação financeira familiar pode seguir dois caminhos: pagar dívidas ou poupar recursos.

“Se a família estiver endividada, a primeira coisa é verificar onde é possível reduzir as despesas e, nesse caso, vamos atacar o supérfluo. Se a intenção for economizar, o raciocínio é muito semelhante, porque também é preciso reduzir gastos”, aponta.

Emergência

O economista e planejador financeiro pessoal Lucas Radd reforça a importância de uma reserva de emergência, que poderá auxiliar a família em casos de desemprego ou diminuição da renda.

“Uma crise financeira no mundo ou dentro de casa afeta a família do mesmo jeito, porque compromete o orçamento”, reforça Radd.

Outra alternativa apontada por Radd é buscar fontes de renda além da principal. “Por exemplo, um engenheiro desempregado pode dar aulas de matemática”, aponta.
Quando o endividamento não puder ser evitado, a orientação do economista é buscar caminhos que levem às menores taxas. “Depois que a pessoa já cortou todos os gastos, desfazer do patrimônio é a penúltima opção. A última é se endividar. Se acontecer, que seja com o mínimo de juros”, orienta Radd.

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