Descompasso nos salários na capital de Minas Gerais

Jeanette Santos - Do Hoje em Dia
Publicado em 01/11/2012 às 07:13.Atualizado em 21/11/2021 às 17:46.
 (Carlos Rhienck/Hoje em Dia)
(Carlos Rhienck/Hoje em Dia)

Belo Horizonte, que desde de junho do ano passado apresenta a menor taxa de desemprego do país, registrou em setembro, índice de 5,1% . A estabilização neste patamar, no entanto, não garante aos mineiros melhor renda. De acordo com a pesquisa Dieese/Seade, divulgada na última quarta-feira (31), o salário médio pago aos trabalhadores na capital e Região Metropolitana, calculado em R$ 1.394, ficou abaixo dos valores pagos no Distrito Federal, em Porto Alegre e São Paulo, ficando à frente apenas dos estados do Nordeste onde a pesquisa também é realizada. “O nível de emprego nessas condições abre oportunidade para que os trabalhadores busquem a recuperação do nível de renda”, analisou Gabrielle Selani Cicarelli, coordenadora técnica da pesquisa.

Uma em cada 20 pessoas que vivem na capital e na Região Metropolitana estava desempregada em setembro. Em 2004, quando o desemprego estava em alta, essa relação era de um em cada cinco trabalhadores.

No país, o índice de desemprego foi de 10,8%, apontando uma redução de 1,8% em relação ao verificado em agosto. Além de Belo Horizonte e Região Metropolitana, a pesquisa é feita nas regiões metropolitanas do Distrito Federal, São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza e Recife. Entre as capitais, Salvador foi a que apresentou maior índice (19,0%), seguido do Distrito Federal, com taxa de 11,9%, e de Recife, onde foi verificado taxa de 12,6%.

“Com as contratações temporárias de fim de ano, as taxas devem apresentar pequenas reduções, o que é comum em um ambiente de pleno emprego”, comentou a técnica. Em média, o tempo dispendido pelos desempregados na procura por trabalho diminuiu de 27 para 23 semanas. Em 2004, quando o índice chegou a 21,3%, esse prazo chegou a 70 semanas.

Em relação a agosto do ano passado, o salário médio diminuiu 2,7%. Nos setores de comércio e reparação de veículos foi constatado aumento de 8,2% nos valores médios pagos e de 4,3% na remuneração média dos trabalhadores na indústria de transformação.

A construção civil foi o setor que mais contratou em setembro, com a abertura de 17 mil postos de trabalho. A indústria de transformação gerou 9 mil vagas, o setor de serviços outras quatro mil e o comércio e reparação de veículos, mais duas mil.

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